domingo, 3 de novembro de 2019

DESCOBRINDO COMO OLHAR PARA A EDUCAÇÃO


TRABALHO DA DISCIPLINA:
PROJETO CURRICULAR, PROGRAMA
E DESENVOLVIMENTO DE COMPETÊNCIAS

 

 



 

 

DESCOBRINDO COMO OLHAR PARA A EDUCAÇÃO

 

 

 












2017


 


Caio Werner Kramer
Erenilda Maria de Oliveira
Francisco das Chagas Marques da Silva Assis
João da Silva Costa
Data – 27/07/2017


























INDÍCE
1.    Dados relativos da unidade didática-------------------------------------------------------04
         1.1 Título--------------------------------------------------------------------------------------------04
         1.2 Contexto----------------------------------------------------------------------------------------04
         1.3 Requisitos prévios---------------------------------------------------------------------------04
         1.4 Introdução--------------------------------------------------------------------------------------04
      2. dados relativos da equipe----------------------------------------------------------------------04
         2.1 Nome dos docentes-------------------------------------------------------------------------04
         2.2 Data da realização---------------------------------------------------------------------------04
3. Objetivos da Unidade Didática---------------------------------------------------------------------05
        3.1 Objetivos do Curso---------------------------------------------------------------------------05
        3.2 Lista enumerada de objetivos-------------------------------------------------------------05
4. Tarefas/Atividades------------------------------------------------------------------------------------06
        4.1 Tarefa de relação de objetivos------------------------------------------------------------06
5. Avaliação------------------------------------------------------------------------------------------------07
        5.1 Tabela relação objetivos--------------------------------------------------------------------07
6. Temática-------------------------------------------------------------------------------------------------08
        6.1 Lista de temas---------------------------------------------------------------------------------08
7 Bibliografia-----------------------------------------------------------------------------------------------08
        7.1 Materiais para o desenvolvimento da unidade didática-----------------------------08
        7.2 Bibliografia de referência-------------------------------------------------------------------08
8. Anexos---------------------------------------------------------------------------------------------------08












PROTOCOLO – CONSTRUÇÃO DE UMA PROGRAMAÇÃO
1. Dados relativos a UD
1.1 Titulo
DESCOBRINDO COMO OLHAR PARA A EDUCAÇÃO
1.2 Contexto
Centro educativo: ....................
Etapa: .....................................
Ciclo: .......................................
Curso: .....................................
Nr.de UDs do Curso: ..............
Nr. Desta UD: .........................
Prazo destinado esta UD: .......

Escola Estadual Eenilda Kramer Marques da Costa
Educação e Cidadania
 4 ciclo
Educação de Jovens e Adultos-EJA
10
6
36 horas
1.3 Requisitos Prévios
Nessa etapa serão trabalhadas as várias maneiras de relacionamento com educação e como essas pessoas veem a educação ao seu redor. Para isso será trabalhado temas como a importância da educação na nossa formação, como vemos a educação que transforma nossa vida, que olhar devemos ter para podermos ver a educação e como ela faz falta quando nós a deixamos de lado.
1.4 Introdução
Para nossos olhos a educação é de extrema importância e para tanto devemos ter bons olhos ao vê-la e fazer com que a mesma nos veja de forma única e essencial para que possamos crescer. Para tanto precisamos saber se estamos “Descobrindo como Olhar para a Educação” para que ela nos guie na nossa formaçao de cidadãos e como fazer a educação perpetuar no processo de formação do homem, criando e mantendo a cultura, a civilidade, a cidadania e o desevolvimento do homem, pelo homem e para o homem, pela educação.



2. Dados relativos a equipe docente
2.1 Nome dos docentes que prepararam esta programação
Caio Werner Kramer
Erenilda Maria de Oliveira
Francisco das Chagas Marques da Silva de Assis
João da Silva Costa

2.2 Data  em que se realizou
27/07/2017
Sera realiza em 9 semanas  durante o desevolvimento  da Unidade Didática numero 6 que dura 36 horas e esta dividida em 4 horas aulas semanais  







3. Objetivos da UD
3.1 Objetivos enumerados do curso ou módulo de que faz parte a UD


Objetivos do Curso ou Módulo
A
Levar a uma valorização da educação na nossa formação cidadã
B
Descobrir como vemos a educação de forma geral na nossa vida
C
Conhecer a cidadania e a educação e suas coerências no processo ensino-aprendizagem
D
Descrever a importância da educação no desenvolvimento do homem
E
Compreender como devemos olhar a educação e como ela faz parte do nosso dia-a-dia

3.2 Lista numerada de objetivos da UD


Objetivos do Curso
Objetivos
da UD
A
B
C
D
E
1
 Valorização da educação
Como a educação muda nossa vida
A cidadania esta buscando a educação
A educação e seu valor no meio societal
O valor que tem a educação na formação humana
2
As mudanças que trazem a  educação no dia-a-dia
A não educação e a não cidadania e seus problemas na sociedade
Por que a devemos buscar a educação?
Refazendo um olhar sobre a educação e a sociedade
Reconstruindo a cultura pela pelo olhar da educação
3
Realizando um paralelo entre cidadania e educação e vendo suas singularidades
Como a educação de forma ampla pode melhorar o ensino-aprendizagem?
Vendo a educação por dentro com olhos de cidadão
Por que cultura, educação e cidadania andam juntas?

Ensinar e aprender com cidadãos de nossa comunidade local.
4
Reescrever a educação e sua melhoria na sociedade atual
O homem sem educação e os perigos de parar no tempo
O crescimento da humanidade através dos passos da educação
Sociedade e educação aliadas para melhorarem as novas gerações
O homem sem a educação e a educação sem o homem. Como seriam os dias atuais?
5
Olhares e olhares. Educação e formaçao humana e seus multiplos aspectos
Como seriam nossos dias sem educação e cidadania?
Os olhos da educação se encontram como os nossos. Quem piscaria primeiro?
Olhando sempre para não perder detalhes simples, mas, que fazem diferença.
Um dia sem cultura, cidadania e educação. Será preciso perder para valorizar?


4. Tarefas / Atividades
4.1 Tarefa de relação de objetivos / tarefas

Objetivo Nr.
Tarefa encomendada
Tempo destinado à sua realização
Trabalho individual / cooperativo
1
Criando rodas de leituras na comunidade escolar
10 horas
Trabalho em equipe, uma vez que a mesma será para criar rodas de leituras na escola
2
Produzindo livros de cordeis para falar da importância da educação em nossa vida
12 horas
Trabalho individual e em grupo, para produzirem livros de cordel onde se falara da importância da educação.
3
Debates em ciclo de palestra sobre como a educação influência na nossa formação cidadã
4 horas
Palestras com professores e convidados para falar da cidadania pela educação e vice-versa.
4
Produção de poemas e poesias e desenhos sobre como o homem se desenvolveu atras de educação
8 horas
Alunos produziram poemas e poesias e desenhos sobre a evolução do homem e da educação
5
Apresentação teatral dos alunos para a escola, comunidade e convidados sobre como a educação é importante para a formação do homem.
2 horas
Produção teatral produzida por professores e apresentada pelos alunos para comunidade local, convidados.   



5. Avaliação
5.1 Tabela relação objetivos / critérios de avaliação / instrumento de avaliação

Objetivos Nr.
Critérios de Avaliação
Instrumentos de avaliação processo e % da nota deste objetivo
Instrumentos de avaliação final e % da nota deste objetivo
% da nota final
1
Pela leitura e pelos debates e argumentações
Desenvolvimentos dos debates e colocações, respeitando as colocações de todos, que correspondem a 50% da nota.
Dialogação, perguntas e respostas, trabalho em conjunto, que corresponderam a 50% da nota.
100% para quem mais se destacar e a porcentagem se atribuirá a medida que se manifestem na roda de leitura.
2
Produção de livros no estilo literatura de cordel e recitações dos mesmos no pátio da escola.
Criação e formatação do livro incluindo gravuras que abordem o tema educação, equivale a 75% da nota.
Declamações do livro escrito sobre educação no sarau realizado na escola, equivale a 25% da nota.
Pelo ato de coragem de escreverem e recitarem se atribuira 100% da nota para quem realizar o trabalho.
3
Pelas perguntas feitas aos professores no ciclo de debate sobre a educação e cidadania
Ao elaborarem perguntas sobre educação e cidadania, já terão ganhos 100% do valor da nota





Ao elaborarem perguntas sobre educação e cidadania, j ganhará 100% do valor da nota
4
Ao escreverem poemas, poesias e fazerem desenhos sobre a evolução do homem pela educação.  
Na mesma noite do sarau serão lidos cordeis e poemas e poesias e apresentados os desenhos  e para os artistas 100% do valor da nota

Na mesma noite do sarau serão lidos cordeis e poemas e poesias e apresentados os desenhos  e para os artistas 100% do valor da nota
5
Ao estudarem sobre a educação e sua importância para o homem, se produziu uma peça teatral de 45 minutos e será apresentada no sarau escolar
Pela coragem de serem atores por um dia e falarem da importância que é a educação para nossa humanidade, no sarau escolar se encenará com um espetáculo teatral “educação e nossos olhos” e para cada aluno ator sera dado 100% da nota

Pela coragem de serem atores por um dia e falarem da importância que é a educação para nossa humanidade, no sarau escolar se encerará com um espetáculo teatral “educação e nossos olhos” e para cada aluno ator sera dado 100% da nota

6. Temático
6.1 Lista de temas a tratar e índice de cada um deles
1.. Valorização da educação na nossa formação cidadã
2. Como vemos a educação de forma geral na nossa vida
3.A cidadania e  a educação e suas coerências no processo ensino-aprendizagem
4. A importância  da educação no desenvolvimento do homem
5. Como devemos olhar a educação e como ela faz parte do nosso dia-a-dia

7. Bibliografia
7.1 Materiais obrigatórios para o desenvolvimento da UD
Papel, canetas, livros, microfone, caixas de som, aparelho de dvd, figurinos teatrais, computadores, impressoras, cds musicais, cartolinas, pinceis hidrograficos, tintas lavaveis, toca cds,televisão,
7.2. Bibliografia de referencia
FREIRE. Paulo, Pedagogia da autonomia: saberes necessários a prática educativa. São Paulo. Paz e Terra. 1999.

GRAMSCI. Antonio. Os Intelectuais e a organização da cultura. 3ª Ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1979.

 KANT, I. “Resposta à pergunta: que é Esclarecimento” In: KANT, I. Textos seletos. Petrópolis.1998

PORTO, Marta. “Construindo o público a partir da cultura: gestão municipal e participação social”. Disponível em http://www.martaporto.com.br/dialogos/wp-content/uploads/2008/09/tex_construindo.pdf. Acesso em 27 de julho 2017.

SETUBAL, Maria Alice & ÉRNICA, Maurício. “Por que educação e cultura?” Cadernos Cenpec/Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária: Educação e cidade. n.1. São Paulo: Cenpec, 2006.

8. Anexos
8.1 Anexos



Nome e sobrenome(s) do aluno:

Erenilda Maria de Oliveira
Francisco das Chagas Marques da Silva Assis
Data:12/09/2017









Avaliação da Aprendizagem













PROPOSTA DE TRABALHO

Disciplina - Sociologia
Conteúdo – O trabalho na Juventude
Tema - O que o trabalho é para mim
Público Alvo - EJA
Tempo – 01 aula
As transformações sociais, políticas e econômicas que vêm ocorrendo desde o final do século passado, determinaram mudanças profundas nas relações de trabalho. Os desafios estão relacionados aos avanços tecnológicos e as novas expectativas das empresas, que agora enfrentam mercados globalizados, extremamente competitivos. Essas transformações atingem principalmente ao jovem que procura inserção no mercado do trabalho restrito e seletivo.  Vygotsky em suas muitas obras escritas alia a pscicologia a educação para trabalhar a formação de jovens e adultos, entre esses temas cita-se:
1.    As relações entre aprendizagem e desenvolvimento
2.    A mediação simbólica na aprendizagem
3.    A relação entre a aprendizagem na escola e a que acontece fora dela
4.    O papel da cultura na formação da inteligência.

            Essas relações são base para que o professor possa fazer uma interligação entre aluno e o conhecimento. Sendo assim uma forte ligação do conhecimento que não será só temporário para o estudante, mas, definitivo para o cidadão.
 Objetivo:
Propor discussão sobre o trabalho em nossa sociedade para que os alunos percebam que as produções são diferentes, porque as pessoas são diferentes.
Debater sobre qual é o papel de cada indivíduo dentro e fora da escola.


Metodologia:
Com uma conversa informal, se contará historias sobre como cada  jovem deve se  lembrar de suas experiências de trabalho ou de seus familiares e das pessoas com as quais trabalharam e os momentos bons e desagradáveis que vivenciaram. O que sentiram e que significado esses momentos tiveram.
A medida que as histórias forem sendo contadas serão arquivadas em um diário e depois cada um terá sua história recontada por outros aluno e por eles mesmo, sendo que individualmente eles deverão mostrar o que pensam ou sentem sobre o que é trabalho por meio de desenho, modelado em argila, massa de modelar ou colagem.
Para que os alunos sejam estimulados a falar suas experiências de trabalho serão anotadas em uma folha de papel, colada na parede, aspectos enfatizados pelos jovens, depois haverá  uma discussão coletiva enfatizando que as experiências e produções  iguais e desiguais, chamando a atenção para as diferenças entre elas.
Recurso Didático
Papel metro, cartolina, cola, tesoura, argila, massa de modelar, pincel atômico, lápis preto borracha, lápis de cor, borracha tinta guache, revista para recortar, caixas de fósforo vazia, palitos, garrafas plásticas, tampinha, rolo de papel higiênico, barbante e caixa de sapato, lousa ou papel colado na parede.
Avaliação
Avaliação com o método tecnológico
1-    Critérios de avaliação: O que será avaliado?
A participação dos alunos durante a construção das ideias
A centralização da ideia do objeto criado
A exposição do significado do objeto exposto pelo aluno.
2-     Instrumentos utilizados
Debate- Permite a interação, troca de ideia, compreender a ideia do outro, ampliando o conhecimento do assunto discutido.




Questionário-
De acordo com o debate responda: coloque V para verdadeiro ou F para falso as seguintes afirmações. 
(    ) É dever da  criança,  trabalhar para sustentar a família.
(    ) No Brasil o primeiro emprego com carteira assinada está sendo difícil.
(   ) As vagas para o primeiro emprego são suficientes para atender a todo jovem.
(    ) O salário do primeiro emprego supri todas as necessidades do jovem.

          Avaliação com o método construtivista.
1-    Critérios de avaliação: O que será avaliado?
 A participação dos alunos durante a construção das ideias.
 A centralização da ideia do objeto criado.
 A exposição do significado do objeto exposto pelo aluno.
 A capacidade de fazer perguntas e a qualidade das respostas.
 A troca de experiências entre estudantes no grupo de discursão e a construção de conhecimento.
2-    Instrumentos utilizados:
Debate em equipe: domínio do tema abordado
A crítica construtiva sobre a realidade da vida profissional.















Considerações Finais

Análise das duas propostas e posicionamento crítico sobre o método mais adequado para a situação de aprendizagem proposta.
De fato os dois métodos são eficazes, porém, o método construtivista vai além de uma conclusão de ideias, ele desperta no estudante uma forma de criar suas respostas, construir seus métodos de aprendizagem, cria, recria, constrói, formula e reformula suas ideias apoiando-se em outras ideias e assim contruoi sua aprendizagem, contando com a ajuda do professor, de outras fontes de aprendizagem, deixando sólido seu conhecimento.
Com o construtivismo, a aprendizagem não é somente uma colocação de ideias pelo professor, mas, uma formação de conhecimento do aluno embasado em outros teóricos, deixando claro uma aprendizagem e não uma mera reprodução de conhecimentos. Nessa metodologia construtivista, a aprendizagem deve ser colocada ao seu tempo, nem tão depressa, nem tão lento, pois mediante Piaget: “a educação consiste em acelerar a sucessão dos estágios de desenvolvimentos, mas, que havendo excesso de rapidez, é tão prejudicial quanto uma acentuada lentidão” (Piaget, 1984).
Apressar os passos da aprendizagem é fazer uma precipitação e envolver o aluno em um ciclo de conhecimentos que não lhes é introduzido de forma prévia. Assim como retardar esse ensino é deixar o aluno para trás sem lhes dar o sabor de aprender.
Saber criar e recriar é estabelecer regras que possam ser seguida, entendida e repassada aos demais, e assim criar um ciclo eterno de aprendizagem, criando uma conexão entre linguagem e pensamento, interlingando aprendizagem e desenvolvimento e acorrentando meio-sócio cultural e desenvolvimento. Proporcionando a formação de um indivíduo em cidadão, e assim recriando o ciclo eterno da educação.





Referência:
PIAGET. Jean. Para onde vai a educação? Rio de Janeiro. Ed. LJO. 1984
VYGOTSKY.L.S. Aprendizagem e desenvolvimento na idade escolar. Lisboa. Editorial Estampa.1977


Aprendizagem Integrada de Conteúdo e Língua Estrangeira – AICLE



Caio Werner Kramer
Erenilda Maria de Oliveira
Francisco das Chagas Marques da Silva Assis
João da Silva Costa
Data – 15/01/2018




       “O paradigma AICLE (Aprendizagem Integrada de Conteúdo e Língua Estrangeira ) é o enfoque do futuro”










Brasil - 2017 

A aprendizagem integrada de conteúdos e línguas é uma somatória no processo do ensino aprendizagem que agrega valores, porém, não tem o seu modelo para o futuro e sim para o presente, pois, já vivenciamos a necessidade e aplicabilidade em nosso cotidiano, pois com o advento da internet e as TICs, percebemos a importância da AICLE, e as simultaneidades de vivências, trocas, comunicação com outros povos, portanto, a aplicabilidade em outras línguas.
Mediante as importações e exportações compreendemos que os manuais de produtos que adquirirmos e utilizamos já estão impressos em vários idiomas. Nos intercâmbios promovidos por escolas ou empresas proporciona esses conhecimentos de forma prática que possibilita maior envolvimento com as línguas. Entendemos que, já estamos tendo na atual conjuntura, em vários seguimentos as experiências com AICLE.
Observamos também, que apesar de estarmos vivenciando todo esse processo, ainda uma grande parte da população não tem acesso a essas possibilidades de aprendizagem ou envolvimento com outra língua e seus conteúdos ou mesmo tendo possibilidades de aprender outras línguas de forma profissional, pois nem todas as escolas colocam em sua grade curricular a AICLE por não perceber a importância dessa prática desde as séries iniciais.
O objetivo da AICLE é agregar conhecimento ao indivíduo como um todo, porém, entendo que uma das barreiras é a “falta de vontade” em investir na base da educação. Perpassa pelo querer dos gestores. Esbarramos também com a falta de capacitação dos profissionais na área ou mesmo profissionais devidamente qualificados que possam assumir as disciplinas que são selecionadas para a especificação desses conhecimentos.
 Esse comportamento compromete os saberes de conhecimento de mundo mesmo tendo em conta que todo indivíduo tem direito ao aprendizado de outras línguas além da sua língua materna. Segundo, Gardner e Lambert (1959, citados por Gómez, 1999) afirmam que as primeiras experiências do indivíduo com uma segunda língua são de suma importância na formação de uma personalidade integrada em seus aspectos emocionais e intelectuais.
Em outras palavras, a globalização é um fato, não mais um exercício de comentaristas em mídias como jornais e blogs, e tudo indica que o processo é irreversível e nas últimas duas décadas, o conceito de globalização vem se expandido além do mero comercio internacional e hoje em dia já inclui o tema educação, não usando o jargão globalização, mas usando uma abordagem de universalização. Um ponto a ser observado é como se desenvolveu o processo de universalização curricular de conteúdos e línguas no mundo. Neste aspecto, a Declaração de Bolonha (1999) trouxe novas perspectivas para o ensino superior em toda Comunidade Europeia. Face a grande diversidade cultural e linguística dentro de uma mesma comunidade, é na Europa que vemos a prática da AICLE em uma de suas expressões de máxima aplicabilidade, seja no próprio nível superior com a declaração de Bolonha e todas as medidas tomadas desde então, seja em toda a estrutura escolar na prática de AICLE.
Neste sentido, Siebiger (2010) nos traz uma visão da repercussão em outros continentes da reforma da educação superior europeia, que no Brasil, entre outras, refletiu-se na criação da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) e Universidade Federal da Integração Amazônica (Uniam) e da criação da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila). Lançada em 2007, a proposta foi aprovada na Câmara dos Deputados em 2009 pelo Projeto de Lei n. 2.878/2008 e em 12 de janeiro de 2010, o Governo Federal, por meio da Lei n. 12.189, criou oficialmente a Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), situada fisicamente na cidade do Foz do Iguaçu (PR), tendo como premissa, conforme texto da lei, a “atuação nas regiões de fronteira, com vocação para o intercâmbio acadêmico e a cooperação solidária com países integrantes do Mercosul e com os demais países da América Latina”.
Neste sentido, o Projeto da Unila prescreve a reserva de 50% das suas vagas para alunos brasileiros e a outra metade a alunos de outros países latino-americanos signatários, tendo os cursos ofertados serão bilíngues (aulas em espanhol e português) e com abordagem interdisciplinar. Os cursos superiores cobrem todas as áreas do conhecimento e a Unila prevê um processo de equivalência curricular bem como de transferência e aproveitamento de créditos, reconhecimento de títulos e o estímulo à mobilidade acadêmica interinstitucional entre os países-membros.
De uma forma geral tanto no caso europeu como no caso da Unila no Brasil, uma maior facilidade e quiçá, sucesso do desempenho estudantil, está na preparação do aluno em desenvolver, previamente ao ingresso nas instituições de nível superior, o estudo de conteúdos em línguas não-materna. A prática da AICLE, como muito já discutido, integra o conteúdo, a língua e as competências e expõe o aluno, mesmo que já com habilidade linguística obtida domesticamente (CCIB ou Competências Comunicativas Interpessoais Básicas) a avançar na complexidade cognitiva e passar a um nível mais complexo do domínio da língua (DCLA ou Domínio Cognitivo da Linguagem Acadêmica). Neste aspecto, e considerando as hierarquias cognitivas de Bloom (1974), a aprendizagem conjunta de uma língua (seja materna ou uma segunda língua) em conjunto com a aprendizagem de conteúdos leva o aluno aos mais elevados graus da cadeia cognitiva, realizando pleno ato da aprendizagem.
Depois de percorrida estas considerações sobre a necessidade de aplicar nas práticas AICLE desde já nas escolas, por onde apresentamos os motivos que nos fez julgar a favor da adoção das práticas AICLE, voltemos nossa atenção às questões sobre sua aplicabilidade.
A prática AICLE prevê a convergência do aprendizado simultâneo de língua e conteúdo. Em considerando a premissa "every learning is language learning" (the key slogan of LAC -  Languages Across the Curriculum, Council of Europe (European Centre for Modern Languages, Graz, 1997), que em uma tradução livre seria “Todos os professores de línguas são professores de conteúdo”, já nos dá uma perspectiva da confluência dos aspectos de conteúdo, a língua e as competências.
 Nos modelos clássicos da organização da Escola (e todos os seus valores como instituição de ensino), línguas (seja a língua materna ou uma segunda língua) e demais conteúdos como matemática, química, história, entre outros, são disciplinas distintas e estanques. Mas de fato, esbarramos na condição de que não se aprende um conteúdo sem aprender uma língua, visto haver necessidade, a cada degrau da evolução das disciplinas, seja em sua especialização de temas seja na abertura de novos temas, de se adequar o vocabulário utilizado bem como a devida construção mental das ideias afins relacionadas. Esta abordagem corrobora a afirmação de que “Todos os professores de línguas são professores de conteúdo” e mais, podemos também colocar que “todo professor de conteúdo é professor de língua”.
Mas ao se chegar nesta parte de nossa reflexão sobre AICLE, com base nos argumentos, premissas e fatos apresentados, não temos mais dúvidas sobre a necessidade ou não de implantar o AICLE, mas nos vem as perguntas: quais disciplinas implantar o AICLE, quem serão os professores e quais os contextos didático-pedagógico será feita esta implantação e quais materiais utilizar.
Neste contexto, em referência a pesquisa “Eurydice” (2006) da Comissão Europeia, experts chegaram a conclusão que qualquer disciplina das oferecidas pode ser escolhida para AICLE. Por outro lado, observando-se as hierarquias cognitivas de Bloom (1974), a aprendizagem conjunta de uma língua (seja materna ou uma segunda língua) em conjunto com a aprendizagem de conteúdos leva o aluno aos mais elevados graus da cadeia cognitiva, ou seja, a AICLE deve ser aplicada em disciplinas eu se façam uso destes elevados graus da cadeia cognitiva, tipicamente praticado em disciplinas de ciências sociais, história e geografia, que são consideradas disciplinas “linguisticamente ricas”.
Ao tentar trabalhar em outras línguas o professor mantém uma estreita relação entre ensinar e estar habilitado com um novo conhecimento, uma nova língua, a formação do professor não o habilita para outras linguagens, e trabalhar conteúdos sem uma formação apropriada é uma corda bamba muito difícil de manusear na sala de aula, ensinar outras línguas é ir além do que pede a formação do professor, e como estar nesse ciclo de educação sem uma formação adequada? Como o professor é multicultural é preciso se desdobrar em muitos e em outras línguas, e os conteúdos precisam ser bem preparados para que a frustação não seja dupla.  
Como a AICLE não é obrigatória, mas, é necessária no sistema de aprendizagem do aluno, o professor precisa passar por uma formação em línguas diferentes, não para ser fluente, mas com um embasamento avançado para trabalhar os conteúdos na sala de aula. É fundamental que se precise conhecer inglês, espanhol, francês, e assim adaptar o material para a educação dos estudantes.
Criar já exige um pouco dos conhecimentos do professor, por que a vida corrida do professor exige muito e se torna mais fácil adaptar que criar. Não seria de muito valia importar professores para a aplicação de uma metodologia a ser trabalhada em outra língua, logo por que custaria caro para o sistema de educação e, pois, seria um avanço muito grande e tornaria confuso a aprendizagem do aluno, uma vez que o mesmo não entende muito de uma outra língua. Investir na formação do professor seria a correto a fazer até mesmo por que deixaria o professor atualizado dentro de muitos conteúdos e outras informações necessária a formação do aluno dentro do sistema de ensino e aprendizagem.
 Muitas instituições de ensino adotaram, anos atrás, a premissa que “a globalização é um fato”, e também aproveitando a necessidade de algumas famílias que, por motivos usualmente profissionais, necessitam passar um certo período no exterior e por isso, necessitam que seus filhos frequentes instituições escolares com currículos propostas pedagógicas semelhantes e reconhecidas internacionalmente, foi desenvolvido o programa IB - International Baccalaureate (www.ibo.org).
O programa IB consiste na disponibilização de um programa comum, dividido em 4 categorias: Primary Years Programme, Middle Years Programme, Diploma Programme e Career-related Programme, sendo cada programa voltado para uma faixa etária / situação escolar do aluno (por exemplo, os dois primeiros programas no Brasil são aplicados na educação infantil e ensino fundamental I (PYP) e no ensino fundamental II (MYP) e podem ser desenvolvidos em três idiomas (não simultaneamente): inglês, espanhol ou francês.
Uma escola que adote o programa IB tem seu projeto pedagógico original alterado para atender os requisitos IB (e com isso, poder ser uma escola IB certificada) bem como deve atender aos requisitos locais referentes a educação formal. No caso de escolas IB brasileiras, elas devem atender a toda legislação federal, devendo seguir a LDB.
O programa se desenvolve focado no conceito AICLE, onde um grupo de disciplinas são lecionadas no idioma escolhido pela instituição. Além das determinações regulatórias, a proposta pedagógica das disciplinas deve considerar que “os programas IB incentivam a realização pessoal e acadêmica, desafiando os alunos a se destacarem em seus estudos e no seu desenvolvimento pessoal”.
Hoje no Brasil, conforme site International Baccalaureate Organization, tem 29 instituições escolares autorizadas e praticando os princípios IB, com a aplicação de AICLE em múltiplas disciplinas formando compreende oito grupos de assuntos: Aquisição delinguagem, Linguagem e literatura, Indivíduos e sociedades, Ciências, Matemática, Artes, Educação física e de saúde, e Projetos educacionais.
O programa IB exige pelo menos 50 horas de tempo de ensino para cada grupo de assunto em cada ano do programa, totalizando cerca de 400 horas de disciplinas lecionadas na modalidade AICLE. Apenas como referência, pela Lei de Diretrizes e Bases (LDB), que regulamenta a Educação no Brasil, as escolas devem cumprir, no mínimo, 800 horas letivas no ano, em pelo menos 200 dias letivos anuais,
Nos anos mais adiantados do programa, as escolas têm a opção de fazer disciplinas de seis dos oito grupos apenas, para proporcionar maior flexibilidade para atender aos requisitos legais locais e às necessidades individuais de aprendizagem dos alunos conforme projeto pedagógico institucional. Os materiais didáticos e de apoio são desenvolvidos pela própria International Baccalaureate Organization.
Tomando como exemplo a Escola Esfera de São José dos Campos, SP, voltada para a educação infantil e fundamental (I e II), esta é certificada pela International Baccalaureate Organization e adota o programa IB PYP e MYP na modalidade AICLE. A opção do idioma para a prática do AICLE foi o inglês (mas também tem disciplina de língua estrangeira , em espanhol). Os materiais didáticos são basicamente materiais apostilados seguindo tanto o conteúdo programático definido pela LDB e regulação complementar como também atendem as exigências de conteúdo definido nos programas da IBO.
A Escola Esfera tem no seu corpo docente professores regulares que lecionam na língua nativa (português) as disciplinas que não compõem o escopo IB bem como para as disciplinas IB lecionadas em AICLE, tem um corpo docente composto por 10 profissionais dedicados a este programa, sendo metade de professores brasileiros capacitados em lecionar no idioma inglês e metade dos professores nativos de países de língua inglesa, sendo, nesta escola, pessoas oriundas da Inglaterra (3) e Austrália (2).










REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
BLOOM, Benjamin S. et al. Taxionomia de objetivos educacionais; volume I: domínio cognitivo. Porto Alegre: Globo, 1974.
BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases. Lei N° 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Disponível em http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9394.htm. Acesso em 05 jan. 2018
GARDNER, R. C; LAMBERT, W. E. Motivational Variables in Second Language Acquisition. Canadian Journal of Psychology, v. 13, 1959, p. 266-272.
SIEBIGER, R. (2010). O processo de Bolonha e os novos espaços transnacionais de educação superior latino-americanos: a universidade brasileira em movimento. Cadernos PROLAM/USP, 9(17), 119-135. doi:http://dx.doi.org/10.11606/issn.1676-6288.prolam.2010.82439, consultado em. http://www.revistas.usp.br/prolam/article/view/82439/8