quinta-feira, 14 de março de 2013

Para Academicos de Pedagogia


ARTIGO:

UMA ANALISE COGNITIVA NA EJA



Ailton Barcelos da Costa
Aluno de Matemática/ UFSCar

ALOJAMENTO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS
VIA. WASHINGTON LUIZ, KM 235
MODULO I, BLOCO D
CEP: 13565-905         SÃO CARLOS-SP
E-mail: ailton_barcelos@yahoo.com.br
Tel. Cel.: 16 8164-2815

Resumo:
            O texto trata da dificuldade de aprendizagem dos alunos na Educação de Jovens e Adultos - EJA, sob o ponto de vista cognitivo, da teoria de Piaget.
            Inicia-se as noções sobre conhecimento e considerações sobre o estagio de desenvolvimento cognitivo, seguindo para uma analise sobre o nível de operatoriedade dos alunos da EJA.
           
Palavras-chave: Piaget; Ensino de Jovens e Adultos; Nível de Operatoriedade.



1.      Introdução
            Para Piaget (1973), “Não é o conhecimento do teorema de Pitágoras que irá assegurar o livre exercício da inteligência pessoal: é o fato de haver redescoberto a sua existência e a sua demonstração”.
Primeiramente deve-se começar a discussão sobre o que é aprender, e como se aprende, e para isso vamos usar alguns conceitos de Piaget relativos ao processo de desenvolvimento, tentando mostrar que a aprendizagem está ligada a esses processos.
            Pode-se do inicio dizer que, segundo Ortiz (2002), não se aprende da mesma maneira em todas as idades, pois a capacidade de construção de novos conhecimentos é determinada pelas estruturas de pensamento que o sujeito possui antes de tentar assimilar ou compreender o novo objeto.
            A teoria de Piaget só será útil em sala de aula se os professores passem a questionar-se como modificar o ambiente escolar.
            Assim, o objetivo da educação é formar pessoas capazes de desenvolver um pensamento autônomo, e dentre desse conceito temos que entender a dinâmica da sala de EJA, para construção de não só estudos científicos, mas também relações interpessoais.
            Então, a primeira tarefa da educação consiste em garantir a todo indivíduo a oportunidade de construir os instrumentos psicológicos que lhe permitam raciocinar com lógica, conquistar a autonomia e tornar-se um cidadão capaz de contribuir para as transformações sociais e culturais da sociedade, dentre outras.

2.      Noções sobre conhecimento
            Estudando os processos pelos quais a criança adquire o conhecimento, Piaget chega às relações entre desenvolvimento e aprendizagem, que são processos diferentes, ou seja, o desenvolvimento do conhecimento é um processo espontâneo, ligado ao desenvolvimento do sistema nervoso e das funções mentais, terminando somente na vida adulta. Já a aprendizagem é diferente, pois ela é provocada por situações, além de contrária ao que é espontâneo, é um processo limitado a um problema simples ou uma estrutura simples.
Assim, o desenvolvimento explica que a aprendizagem é um processo essencial e cada elemento dela ocorre como função do desenvolvimento total, e não se chega a apreender da mesma maneira em todas as idades, pois a capacidade de formação de conhecimentos novos é determinada pelo estágio de desenvolvimento do sujeito.
Piaget considera que o desenvolvimento de cada pessoa passa por várias fases, consideradas como estágios: sensório-motor, pré-operatório, operacional concreto e operacional formal.
A passagem pelos estágios não pré-programados vai depender dos seguintes fatores: maturação interna, ações sobre os objetos, interação social e equilibração.
Então, dentro de uma perspectiva mais funcional de como o sujeito atua cada estágio se caracteriza por uma maneira de abordar os problemas e de enfrentar a realidade.
A busca pela adaptação ao meio em que vive é inerente ao sujeito, e esta adaptação se realiza através da ação, a qual é um elemento central da teoria, sendo responsável pela interação do sujeito-objeto.

3.      Considerações sobre os estagio de desenvolvimento

Segundo Piaget, cada estágio caracteriza-se por uma estrutura de conjunto, a qual se expressa de maneira lógico-matemática e traduz a organização subjacente das ações (Delval, 2001).
Segundo, Ortiz (2002), os estágios obedecem a uma ordem seqüencial invariável, e o que pode sofrer alterações é a velocidade e a duração das construções, as quais dependem da estimulação do meio em que o sujeito está inserido. Também é preciso levar em conta características dos estágios; a conservação das aquisições anteriores. Uma vez construída uma estrutura, não há possibilidade de o sujeito esquecer o conhecimento resultante dessa construção. As estruturas mantêm-se e dão forma a todos os conteúdos, de tal modo que o sujeito de um determinado estágio, que adquire um conhecimento; irá adquiri-lo, apoiando-se nas estruturas que possui, ou seja, em seus conhecimentos anteriores e em uma determinada maneira de abordar os problemas.
Os estágios são universais, independentes da raça, cultura ou nível socioeconômico, passando todos pela mesma seqüência na construção das estruturas cognitivas.
            Piaget definiu o desenvolvimento cognitivo como um crescimento intelectual no qual podem distinguir-se quatro grandes estágios:
Estágio da inteligência motora (0-2 anos) – O comportamento é basicamente motor, a criança ainda não faz representações, e é anterior ao aparecimento da linguagem, sendo marcado por um extraordinário desenvolvimento da linguagem.
Estágio do pensamento pré-operacional (2-7 anos) – caracterizado pelo surgimento da linguagem e outras formas de representação. O sujeito se torna apto a representar, e é uma conquista do estágio pré-operatório. As representações pela ordem de aparecimento são: a imitação, o jogo simbólico, o desenho, a imagem mental e a linguagem. Nessa fase, o sujeito não admite a existência de pontos de vista diferentes dos dele, é o egoísmo. A superação do egocentrismo permite ao sujeito descentrar mais e acompanhar transformações simples, o que, por sua vez, possibilita a construção da reversibilidade.
Estágio das operações concretas (7-11 anos) – desenvolvimento do pensamento lógico para problemas concretos. Nesse estágio, ele não apresenta dificuldades na solução de problemas de conservação e tem argumentos corretos para suas respostas. Já se torna capaz de realizar todas as operações cognitivas e, o que é mais importante, já alcança a reversibilidade das operações mentais. Do ponto de vista cognitivo, o desenvolvimento mais importante, que ocorre no estágio das operações concretas, é a construção das operações lógicas,
Estágio das operações formais (11-15 anos) – desenvolvimento do raciocínio lógico para todas as classes de problemas. Esse estágio é caracterizado pelo raciocínio científico e pela construção de hipóteses as quais refletem uma compreensão altamente desenvolvida da causalidade. O sujeito pode operar com a lógica de um argumento, independente do conteúdo.

4.      Diagnóstico da EJA
Segundo Ortiz (2002), todos os adultos, quando se integram a programas de educação básica, têm uma idéia do que seja a escola, apesar de um passado e uma experiência desastrosa. Lembra-se da escola com carinho e sentem, com pesar, o fato de terem-na abandonado, ou de nunca terem tido a chance de freqüentá-la.
Não se pode refletir sobre a Educação de Jovens e Adultos sem relacioná-la diretamente à forma desigual como a sociedade está estruturada.
Os cursos de alfabetização de adultos existem, exatamente, pela falta objetiva de oportunidades educacionais que garantam às crianças o acesso à escola, bem como à sua permanência, haja vista os altos índices de evasão escolar.
As dificuldades sociais, vivenciadas por parte dos alunos, afastam-nos da escola, pois não a encontram voltada a sua realidade e; sem expectativa de progressão social, intelectual e cultural, abandonam os estudos.
As recriminações, a exclusão, os ataques à auto-estima e o desrespeito vivido dentro do sistema escolar também são freqüentes responsáveis por esse fracasso.
Aqueles, que já passaram pela escola, são portadores de uma história escolar marcada pelo fracasso, por incompetência da escola em não saber atender à necessidade do aluno.
Sendo assim, a falta de conhecimento do professor da EJA de como o sujeito constrói seu conhecimento também dificulta o conhecer dos seus alunos e continua julgando o que desconhece.


5.      Desafios da EJA
A escola precisa trazer para dentro dela as situações próprias do contexto cultural, mas, trazer, simplesmente, situações de vida para a escola não garante a qualidade da educação. Logo, o ensino deve adaptar-se às condições do progresso científico e preparar inovações, tudo aquilo que é necessário à construção de uma consciência crítica e moral.
A escola tem trabalhado, de forma básica, na transmissão de conteúdos que, se forem tratados, simplesmente, como informações, não levarão o aluno a operar sobre eles para chegar a uma compreensão. Poderemos, então, dizer que a situação escolar, em especial, se tratando de educação de adultos, é uma educação tradicional.
Sob ponto de vista do desenvolvimento, a escola está despreparada teórica e praticamente para enfrentar o problema da educação para todos.
Há, nesse momento de busca, a necessidade de se olhar o presente para se definir o futuro.
Todos sofrem a crise de paradigmas da educação; e em geral crise exemplificada pelo fracasso da maioria dos programas de alfabetização.
Podemos afirmar que crise, incerteza e fragmentação também atravessam outros campos e determinam boa parte dos discursos atuais. Diante de tantas dificuldades, a solução está num maior desenvolvimento do sujeito e do próprio sistema educativo.


6.      Contribuições de Piaget e EJA
            A contribuição de Piaget pode nos levar a compreender o que ocorre, cognitivamente, para que haja aprendizagem na sala de aula, pois a compreensão do processo de desenvolvimento, uma vez que este não ocorre por simples maturação, mas devido às trocas do indivíduo com o meio que o cerca.
O cotidiano e a vida familiar colocam, muitas vezes, com mais propriedade que a própria escola, situações de desafio que exigem do sujeito um rearranjo de suas estruturas cognitivas, propondo condições, às vezes excelentes, para a produção de abstrações.
            Assim, é essencial conhecer-se a vida de uma população, que exigem o uso de um pensamento dedutivo, o aproveitamento dessas situações, no espaço escolar, contribuirá para o desenvolvimento de um pensamento operatório nos alunos, criando situações que privilegiem processos de abstração reflexionante e, em especial, de abstração refletida.
Embora entendendo que a solução para a realidade do aluno esteja condicionada a questões que ultrapassam o muro da escola, é necessário que a prática pedagógica contribua para que o aluno encontre oportunidade de construir o raciocínio crítico, pois a falta de um projeto pedagógico adequado à realidade da EJA vem colaborar com a evasão e com a falta de compromisso da escola na construção do saber dos alunos.
Assim, passando à teoria de Piaget, sabemos que ele considerou o desenvolvimento cognitivo como tendo três componentes.
Conteúdo é o que se conhece, refere-se aos comportamentos observáveis que refletem a atividade intelectual. Pela sua natureza, o conteúdo da inteligência varia, consideravelmente, de idade para idade e de sujeito para sujeito.
Função refere-se àquelas características da atividade intelectual – assimilação e acomodação – que são estáveis e contínua no decorrer do desenvolvimento cognitivo.
Estrutura refere-se às propriedades organizacionais inferidas que explicam a ocorrência de determinados comportamentos.
Portanto, quando, na escola, pretende-se favorecer uma aprendizagem com compreensão, que vai muito além da repetição de respostas certas e que é fruto de uma atividade mental construída pelo aluno, em que ele incorpora às suas estruturas cognitivas os significados relativos ao novo conteúdo, é necessário levar em conta as vivências e conhecimentos do aluno de EJA.
Para aprender qualquer conteúdo escolar, o aluno da EJA precisa atribuir um sentido e construir significados para tal conteúdo. Para que isso ocorra, o aluno não pode partir do nada, deve relacionar o novo conteúdo com as idéias, conceitos, informações e conhecimentos já construídos no decorrer de sua vida. A possibilidade de estabelecer relações entre um conteúdo novo e os conhecimentos prévios que o aluno já possui é que facilitará a sua compreensão e desencadeará uma aprendizagem significativa.
Para que uma proposta de trabalho para a EJA tenha significado, faz-se necessária uma investigação sobre em que nível operatório os alunos estão, para que, a partir desses resultados, tal proposta possa contribuir para a formação autônoma do sujeito.
            Então, a questão é:
- Qual o nível de operatoriedade dos alunos da Educação de Jovens e Adultos?

Tendo em vista que o nosso sistema educacional enfrenta uma crise, de proporções cada vez maiores, parece-nos necessário salientar que a evasão escolar aumenta a demanda do Ensino de Jovens e Adultos.
            Considerando-se que a educação deve favorecer a aprendizagem efetiva do aluno, torna-se necessário conhecer o nível de operatoriedade do aluno da EJA, a fim de que ele encontre, na escola, um ambiente propício para tornar-se um cidadão consciente.
Através do conhecimento do nível de operatoriedade, pode-se construir uma proposta pedagógica que possibilite aos alunos aprenderem a aprender, para desenvolverem suas capacidades e habilidades, quando eles próprios possam, a partir de suas vivências, reinventar e reconstruir o que já sabem.
            Sendo assim, pesquisas sobre o nível operatório dos alunos da EJA, os quais os  resultados encontrados demonstram que o maior número de sujeitos apresenta níveis mais elementares de operatoriedade.
Os sujeitos apresentam um pensamento de nível operatório elementar das operações concretas, ligado ao contexto da experiência pessoal.
Com essa dificuldade, pode-se concluir que o fracasso escolar não fica determinado apenas no aspecto do desenvolvimento social, mas a escola ainda tem um conjunto de questões e problemas a ser resolvido para poder cumprir com a sua obrigação na formação do Homem, que vai além dessa análise aqui apresentada.


7.      Mudanças na pratica pedagógica da EJA
Entre as mudanças, que Ortiz (2002), sugere na prática pedagógica dos professores da EJA, destaco:
• a recuperação, por parte dos professores, do controle do processo educativo, que será alcançado mediante a colaboração e participação de todos, bem como da participação de projetos na formação continuada;
• a colocação dos alunos da EJA perante todo tipo de conhecimento, em contato com o saber, a experiência e a realidade;
• a escola deve estar inter-relacionada com toda a comunidade para não criar exclusão e garantir a todos o direito à educação, à liberdade e à felicidade;
• a necessidade de a escola da EJA transformar-se em uma instituição que possua um sistema educativo democrático.
Todavia, os professores precisam de clareza para desenvolver uma prática educativa, que venha a possibilitar a aprendizagem do aluno, não se esquecendo de que cada pessoa pensa de maneira diferente, usando métodos diferentes, estratégias e instrumentos conforme a atividade que esteja realizando; não esquecendo que o caminho da aprendizagem não tem uma única forma, que deve ser um processo aberto, já que há limites e possibilidades de construção do conhecimento de indivíduo para indivíduo.
Nesse sentido, diferenças individuais e diferenças culturais se fundem, formando a heterogeneidade a partir dos indivíduos em diferentes atividades, ao longo do processo de aprendizagem.
Finalmente, vemos que a contribuição da teoria piagetiana não se restringe somente à ação pedagógica, mas também pode constituir-se num referencial à análise de orientações de diretrizes de Política Educacional para a Educação de Jovens e Adulto.



BIBLIOGRAFIA


1.      DELVAL, Juan. Aprender na Vida e Aprender na Escola. Porto Alegre. Editora Artmed. 2001.

2.      Ortiz, Maria Fernanda Alves. Educação de Jovens e Adultos: Um estudo de nível operatório dos alunos. UNICAMP: Campinas, 2002. Dissertação de Mestrado.

3.      PIAGET, Jean. Para onde vai a Educação? Rio de Janeiro. Livraria José Olympio Editora. 1973.





segunda-feira, 11 de junho de 2012

Receita do xampu antipiolho.



1.      Março de arruda;
2.      5 folhas de boldo;
3.      Punhado de folhas de melão de são Caetano;
4.      Sabonete ou meia barra de sabão de coco;
Litro de água fervente
Como preparar:
5.      ;
Raspa o sabão de coco ou sabonete. Adicionar água fervente para derreter o sabão. Socar bem as folhas num pilão ou tabua, misturar na água, cobrir com um pano e deixar esfriar. Coar em pano ou peneira bem fina e está pronta. Guarde em vidros (aproveitar os recipientes de xampu comum, lavando-os bem). Tampar e rotular: antipiolho.
Modo de usar:
Molhar os cabelos e colocar o xampu, friccionando bem. Deixar por uma hora e enxaguar com água corrente. Para acabar com todas as lêndeas-ovo de piolhos repetir a operação por oito dias. Usar sempre o pente fino.

O BRINCAR NA EDUCAÇÃO INFANTIL


EDUCAÇÃO INFANTIL: BRINCANDO TAMBÉM SE APRENDE

Elzirene Ferreira dos Santos
Centro Universitário Leonardo da Vinci- UNIASSELVI
PEDAGOGIA (PED 7861) Trabalho de Graduação
25/0/511

RESUMO

Educação Infantil: Brincando também se Aprende. A intenção com este estudo constitui-se em reconhecer as atividades lúdicas na Educação Infantil como meio de ensino aprendizagem. Este trabalho destaca a importância das atividades lúdicas para as crianças e a necessidade de inserir o lúdico nas atividades cotidianas. A pesquisa mostra ainda que criança é sinônimo de brincadeira, sendo essa a maneira de expressar seus sentimentos. Por meio das brincadeiras, o professor tem possibilidade de conhecer seus alunos, perceber suas necessidades e o nível de conhecimento. A atividade lúdica propicia o desenvolvimento por completo da criança e, utilizando-se delas, pressupõe-se regras, coordenação, atenção, percepção, socialização, objetivo, flexibilidade, conhecimento, cooperação. Assim, o lúdico se torna indispensável, e deve ser explorado com mais freqüência, contribuindo para que o ensino e a aprendizagem aconteçam de maneira natural e mais prazerosa.

Palavras- chave: Educação Infantil. Lúdico. Ensino-Aprendizagem

1 INTRODUÇÃO

 Este trabalho visa relatar os dados obtidos através da realização de uma pesquisa sobre o tema: Educação Infantil: Brincando também se aprende, que foi realizada em forma de pesquisa bibliográfica, com o objetivo de coletar dados a respeito da importância do lúdico como facilitador da aprendizagem na Educação Infantil.

O interesse pelo estudo sobre as atividades lúdicas na educação infantil surgiu a partir do meu ingresso no Curso de Pedagogia, além disso, eu trabalho na Educação Infantil e escolhi esse tema porque vai me ajudar a exercer melhor o meu trabalho e me trazer novos conhecimentos que eu  poderei aplicar no cotidiano, melhorando o aprendizado dos meus alunos.

A ludicidade é assunto que tem conquistado espaço no panorama nacional, principalmente na educação infantil, por ser o brinquedo a essência da infância e seu uso permitirem um trabalho pedagógico que possibilita a produção do conhecimento, da aprendizagem e do desenvolvimento.
Independentemente de época, cultura e classe social, os jogos e brinquedos fazem parte da vida da criança, pois elas vivem em um mundo de fantasia, de encantamento, de alegria, de sonhos onde a realidade e o faz-de-conta se confundem apesar de a história de antigas civilizações mostrarem o contrário, fazendo o brincar se transformar em pecado.

Nas sociedades de mudanças aceleradas em que vivemos, somos sempre levados a adquirir competências novas, pois é o individuo a unidade básica de mudança. A utilização de brincadeiras e jogos no processo pedagógico faz despertar o gosto pela vida e leva as crianças a enfrentarem os desafios que lhe surgirem. Esta pesquisa irá mostrar o quanto o “lúdico” pode ser um instrumento indispensável na aprendizagem, no desenvolvimento e na vida das crianças, tornar evidente que os professores e futuros professores devem e precisam tomar consciência disso, os professores atuantes devem ter o conhecimento de alguns conceitos, como o “lúdico” e muitas outras questões sobre a relação do brincar com a aprendizagem e o desenvolvimento da criança.

                 Ao longo das minhas pesquisas, O que se tem discutido é que, por meio das brincadeiras, é possível criar, imaginar, sonhar, viver, fantasiar, aprender. Assim, com o auxilio dessas atividades é possível ensinar diversos temas; sem ter que privar as crianças da infância que é uma fase importante para o desenvolvimento biológico, psicológico e social do ser humano.

O ato de brincar tem um significado especial para as crianças, sendo a atividade que elas mais gostam de fazer. Assim, a brincadeira é uma atividade que deve ser explorado, sobretudo na educação infantil, já que pode contribuir de forma significativa fazendo com que a aprendizagem aconteça de forma mais prazerosa. Desse modo, para a elaboração deste trabalho, utilizei alguns referenciais teóricos que foram fundamentais desde o início até a concretização da pesquisa, com destaque as contribuições de, Kishimoto, Piaget, André Vygostisk e o  Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil dentre outros.

Para compreendermos melhor a importância das brincadeiras na Educação Infantil é preciso levar em consideração que nessa fase o objetivo deve ser educar a criança na alegria, pois é logo desde cedo que se formam as bases da harmonia e o pleno equilíbrio do caráter devem ser lançados na alma do homem e se aprendizagem já ocorrer de modo formal corremos o risco de formarmos uma sociedade muito formal.

 A atividade lúdica propicia a criança um desenvolvimento por completo, uma vez que é: “[...] um recurso metodológico capaz de propiciar uma aprendizagem espontânea e natural. Estimula a crítica, a criatividade, a socialização, sendo, portanto, reconhecidos como uma das atividades mais significativa – senão a mais significativa – pelo seu conteúdo pedagógico social.” (OLIVEIRA, 1985, p.74)
2  DESENVOLVIMENTO

O lúdico tem sua origem na palavra latina "ludus" que quer dizer "jogo”. Se achasse confinada a sua origem, o termo lúdico estaria se referindo apenas ao jogar, ao brincar, ao movimento espontâneo. O lúdico passou a ser reconhecido como traço  fundamental  de psicofisiologia do comportamento humano. De modo que a definição deixou de ser o simples sinônimo de jogo. As implicações da necessidade lúdica extrapolaram as demarcações do brincar espontâneo. (ALMEIDA).

A educação infantil precisa garantir às crianças o atendimento às suas necessidades de aprender e de brincar e, para que isto aconteça, é necessário que haja um planejamento e um acompanhamento contínuo de seu desenvolvimento.

A infância é um período marcante na vida de cada indivíduo e, sabendo que nela tudo segue uma trajetória e esta se desenvolve dentro do tempo estabelecido pelas leis naturais, observa-se nessa fase um aspecto muito importante – a brincadeira – constituindo-se em um eixo relevante para o desenvolvimento da criança. Então, não se pode falar de Educação Infantil sem abordar a ludicidade.

Para refletir sobre esse tema, faz-se necessário adentrar no universo infantil e perceber a visão de mundo que os pequeninos têm  quando se entregam as mesmas. Partindo desse pressuposto, acredita-se que a inclusão da criança muito cedo no ambiente escolar, necessita de uma variedade de ações  para atender a esse público conhecedor dessa arte dinâmica, que é o brincar. (Vygotsky,1989), coloca “que é muito grande a influência do brinquedo para o desenvolvimento da criança”.  Por isso, deve-se propiciar às crianças momentos lúdicos mesclados às atividades intelectuais.

Um aspecto que precisa ser trabalhado e bem desenvolvido nas  escolas é o trabalho em grupo. O trabalhar em grupo na fase escolar contribui para socializar e favorecer as boas relações. De acordo com Piaget (1998), “é de fundamental importância que as crianças relacionem-se umas com as outras com jogos e brinquedos, para que, através desse inter-relacionamento, elas construam o conhecimento”. Tal conhecimento, conforme Piaget (1998), “é adquirido pela criação das relações no momento que elas brincam”.
A criança brinca e  quando isso acontece, cria e inventa novas situações. Sabendo-se que o valor dos jogos e brincadeiras é imprescindível e que estimulam o desenvolvimento infantil, além de propiciar uma competição sadia, salienta-se que um jogo ao ser proposto deverá instigar e desafiar as crianças a superar obstáculos.  Levando-se  em consideração o estágio de desenvolvimento em que a criança se encontra, a escola proporcionará um contexto educacional significativo e prazeroso para elas.

2.1 BENEFÍCIOS DO BRINCAR PARA O APRENDIZADO

O Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil destaca que: “A brincadeira favorece a autoestima das crianças, auxiliando-as a superar progressivamente suas aquisições de forma criativa” (BRASIL). Nessa perspectiva, as Escolas de Educação Infantil de uma forma geral, têm buscado introduzir as brincadeiras como meio de ensino  e aprendizagem.  
            
 A proposta para Educação Infantil da escola deve ser “utilizar jogos e materiais pedagógicos, com aulas diferenciadas por meio de músicas, teatro, jogos pedagógicos, pinturas, materiais concretos tais como: revistas, tampa de garrafas, massa de modelar dentre outros”. E ainda “brincar expressando emoções, sentimentos, pensamentos, desejos e necessidades.

Conhecer algumas manifestações culturais, demonstrando atitudes de interesse, respeito e participação frente as aulas valorizando as diversidades”. É o momento também de mediação que o profissional da educação pode utilizar sugerindo assim uma boa brincadeira, que contenham objetivos e regras pré-definidas. “O mediador deve respeitar o interesse do aluno e trabalhar a partir de sua atividade espontânea, Ouvindo suas dúvidas, formulando desafios à capacidade de adaptação infantil e acompanhando seu processo de construção do conhecimento” (KISHIMOTO, 2009, p.95).

As leituras nos demonstram que Nessa fase, as crianças reúnem-se com outras crianças para brincar, mas agem, ainda, sem observar regras, no jogo, todas ganham e todas perdem. No final acabam sempre em brigas e agressões, nessa hora a participação e a postura do adulto (pais e professores) são importantíssima para as crianças, e a partir daí se vê a importância das atividades lúdicas para o desenvolvimento da criança.

Dessa forma, o professor precisa estar atento para com as atitudes de cada criança, ao observá-las e, ao mesmo tempo poderá aprender muito sobre elas a exemplo de seus conhecimentos de mundo, seus mitos, seus temperamentos, suas necessidades, seus gostos, seus sentimentos, bem como seus valores.
As crianças aprendem e o professor também tem muito que aprender com as brincadeiras. Então, esse recurso pode ser utilizado com mais freqüência nas atividades pedagógicas, tendo em vista que o próprio PCN de Educação Infantil nos sugere a utilização deste como forma de ensino e aprendizagem.

Segundo Freire, (1994, p. 75), “[...] as crianças brincam, e com muita intensidade, em sua fase pré-escolar, porém, sem a atenção adequada da escola para isso”. Uma vez que “através do brinquedo, a criança inicia sua integração social. Aprende a conviver com os outros, a situar-se frente ao mundo que a cerca. Ela se exercita brincando. E no momento em que a criança está brincando o professor deve estar atento para fazer intervenções, estabelecer regras, e chegar ao objetivo que é o aprendizado dos mesmos.

2.2 ENCARAR O BRINCAR COMO ALGO SÉRIO

A brincadeira na educação infantil precisa ser encarada, principalmente pelos professores, como algo sério.

As atividades lúdicas não podem ser vistas, apenas como divertimento ou brincadeiras para gastar energia, mas também por favorecerem o desenvolvimento físico, cognitivo, afetivo, social e moral e a aprendizagem das crianças, uma vez que brincar é uma atividade indispensável ao desenvolvimento de uma criança.

Enquanto brinca a criança está se exercitando física, social e emocionalmente, está crescendo em descobertas que vai fazendo e nas experiências que vai adquirindo. Privar as crianças de viver intensamente em favor de um treinamento mecânico com vistas a uma posterior alfabetização, no caso da Educação Infantil, significa represar sua energia, não aproveitar suas capacidades. Significa substituir a aprendizagem pelo condicionamento. Significa podar-lhe a curiosidade e a sua abertura para a exploração do meio ambiente.

 Significa, enfim, impedi-la de ser o que é criança e limitar seu vir a ser, pois, através do ato de brincar, ela vai compondo uma infinita abertura de possibilidades que lhe permitirão desenvolver-se integralmente como sujeito engajado no processo de construção de si mesmo. (FREIRE, 1994, p.102).

2.3 ENSINAR ATRAVÉS DO QUE AS CRIANÇAS MAIS GOSTAM

Faz-se necessário levar sempre em consideração o fato de que a criança conhece e constrói as noções e os conceitos à medida que agem, observa e relaciona os objetos do mundo físico. É no decorrer das atividades realizadas que as crianças incorporam dados e relações, e é enfrentando desafios e trocando informações umas com as outras e com os adultos que elas desenvolvem seu pensamento.

É notório que nessa idade, a brincadeira é a atividade mais importante para as crianças, e, certamente é a atividade que elas mais gostam de fazer. A escola precisa explorar o máximo este recurso, introduzindo diversos tipos de brincadeiras como meio de aprendizagem. Essa pode acontecer por meio de contar histórias, utilizar-se de leituras não verbais, ainda por meio de revistas em quadrinho bem como cantar, dançar, pular, interpretar, inventar, produzir, ficar em silêncio para perceber ruídos e identificar de onde vem, como e porque acontecem. São atividades que precisam fazer parte do cotidiano das crianças, afinal esse é o momento mais propício para brincar, sonhar, imaginar e se divertir.

Brincar faz bem á criança, pois é parte do seu amadurecimento, e não pode ser negligenciado. Por outro lado, o professor precisa ter a concepção de que na escola a criança não deve brincar apenas por brincar. Para que isso não aconteça, o mediador precisa ter pré-definido, quais os objetivos que pretende alcançar isso porque ao brincar, as crianças aprendem a cooperar com os companheiros, a obedecer as regras do jogo, a respeitar os direitos dos outros, a acatar autoridade, a assumir responsabilidades, a aceitar penalidades que lhe são impostas, a dar oportunidade aos demais, enfim, a viver em sociedade.

Tal pensamento leva-nos a compreender que a criança não brinca simplesmente para passar o tempo. É mais que isso, pois nas brincadeiras ela se realiza, cria e recria situações imaginárias que as levam a refletir sobre seu universo. Se o educador for um bom observador, poderá, através das atividades lúdicas escolhidas espontaneamente pela criança, descobrir fatores que contribuem de forma significativa para seus atos pedagógicos.

Nesse sentido, “é no brincar que a criança mostra que está interessada em algo. O adulto, observando o brincar da criança, percebe qual é o interesse dela e a partir daí, ele cria o ambiente para a educação.” (KISHIMOTO, 2009). Tal compreensão leva-nos a refletir a respeito da importância de observar as crianças brincando, para perceber quais são seus anseios, seus interesses, seus problemas e seus pensamentos, pois é no brincar que ela reflete o seu eu, reproduz a sua vida e seus valores.
Nenhuma criança brinca espontaneamente só para passar o tempo. Sua escolha é motivada por processos íntimos, desejos, problemas, ansiedades. O que está acontecendo com a mente da criança determina suas atividades lúdicas; brincar é sua linguagem secreta, que devemos respeitar mesmo se não a entendemos.
Na pré-escola, as brincadeiras fazem parte do cotidiano das crianças. Um objeto qualquer pode ser motivo para uma nova brincadeira. Nessas brincadeiras, elas criam situações imaginárias que contribuem para o seu desenvolvimento como todo. Os estudos de Kishimoto mostram que: “[...] nem sempre se dá liberdade para a criança brincar a vontade, a professora é que escolhe e direciona”. (KISHIMOTO,2009)

2.4 O EDUCADOR DEVE DAR OPÇÕES PARA QUE ACRIANÇA ESCOLHA A BRINCADEIRA  

As  brincadeiras nem sempre são escolhidas pelas crianças, e esse fator, de certa forma, as limita e as ajudam a permanecer num mundo fechado, e restrito, uma vez que existem poucas descobertas, pois sabe-se que brincando a criança ordena o mundo a sua volta assimilando experiências e informações, e mais ainda, incorporando comportamentos e valores. 

De acordo com alguns escritores é através do brinquedo e do jogo que a criança consegue reproduzir e recriar o meio a sua volta. Em outras palavras através do lúdico a criança consegue encena a realidade do seu cotidiano, a partir daí será possível educar o aluno partindo da sua realidade.

O fato é o de que se existe o amparo, se as crianças podem aprender enquanto brincam e se divertem, se a escola tem espaço e brinquedos para tal, se existe a concepção de que nessa fase brincar é a atividade mais importante para o desenvolvimento da criança, e é o que elas mais querem fazer, então percebo que é preciso colocar em prática essas teorias, e fazer da escola o local mais alegre para as crianças.

Nesse processo é preciso que as crianças brinquem, se interajam, escolham suas brincadeiras, tragam seus brinquedos favoritos de casa, produzam novos brinquedos, aprendam umas com as outras, cantem, pulem, rolem, tenham acesso a sala de informática, mídias, livros, revistas, instrumentos musicais que podem ser produzidos por eles ou não.

Nesse sentido entendemos que educar não se limita a repassar informações ou mostrar apenas um caminho, aquele caminho que o professor considera o mais correto, mas é ajudar a pessoa a tomar consciência de si mesma, dos outros e da sociedade. É aceitar-se como pessoa e saber aceitar os outros. É oferecer várias ferramentas para que a pessoa possa escolher entre muitos caminhos, aquele que for compatível com seus valores, sua visão de mundo e com as circunstâncias adversas que cada um irá encontrar.

 Educar é preparar para a vida. (KAMI, 1991) fato é o de que se existe o amparo, se as crianças podem aprender enquanto brincam e se divertem, se a escola tem espaço e brinquedos para tal, se existe a concepção de que nessa fase brincar é a atividade mais importante para o desenvolvimento da criança, e é o que elas mais querem fazer, então percebo que é preciso colocar em prática essas teorias, e fazer da escola o local mais alegre para as crianças.

Nesse processo é preciso que as crianças brinquem, se interajam, escolham suas brincadeiras, tragam seus brinquedos favoritos de casa, produzam novos brinquedos, aprendam umas com as outras, cantem, pulem, rolem, tenham acesso a sala de informática, mídias, livros, revistas, instrumentos musicais que podem ser produzidos por eles ou não.

Assim, o brincar permite a comunicação, ação, exploração e meio de aprender a viver. Por meio das brincadeiras as crianças adquirem conhecimento de si e do mundo a sua volta, criam relações, aprimoram suas idéias e contribuem de forma significativa para sua ação dentro da cultura onde se encontra inserido, sendo uma das formas encontradas por ela de se sentir inserida na sociedade.

A brincadeira permite a oportunidade de aprender novas habilidades. O brincar com outras crianças, possibilita lidar com seus sentimentos e resolver seus conflitos, auxiliando no processo de comunicação e no desenvolvimento integral.

Portanto, a criança precisa brincar, para interagir e aprender, ou seja, realizar novas descobertas que contribuem para a formação integral do indivíduo. Dessa forma, as brincadeiras podem ser um meio de se ensinar na educação infantil, pois possibilita o desenvolvimento de exercícios necessários e úteis à vida.e a criança terá maior interesse em aprender se o educador possibilitar a mesma a oportunidade de aprender de maneira descontraída, tornando prazeroso o momento de aprendizagem.
                                                              
 Parece ser indispensável no processo ensino aprendizagem, que tem uma perspectiva de divertimento e de prazer no ato de aprender. Porque para a criança brincar, não precisa insistir. Criança brinca porque gosta, porque lhe dá prazer, porque brincar é sinônimo de criança. Assim,“[...] no brinquedo, a criança segue o caminho do menor esforço – ela faz o que mais gosta de fazer, porque o brinquedo está unido ao prazer” (Vygostisky, 1998).
2.5 A IMPORTÂNCIA DO LÚDICO NA APRENDIZAGEM E PARA O DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA

O Lúdico apresenta valores específicos para todas as fases da vida humana. Segundo PIAGET, o desenvolvimento da criança acontece através do lúdico. Ela precisa brincar para crescer, precisa do jogo como forma de equilíbrio com o mundo. Assim, na idade infantil deve-se usar o lúdico especialmente para aprendizagem pedagógica, ou seja, permitir que a criança aprenda brincando, Através de brincadeiras dirigidas. 

A criança e mesmo o jovem opõe uma resistência à escola e ao ensino, porque acima de tudo ela não é lúdica, não é prazerosa. É uma verdade que o brinquedo é apenas um suporte do jogo, do brincar, e que é possível brincar com a imaginação. Mas é verdade, também, que sem o brinquedo é muito mais difícil realizar a atividade lúdica, porque é ele que permite simular situações.

A ludicidade, tão importante para a saúde mental do ser humano é um espaço que merece atenção dos pais e educadores, pois é o espaço para expressão mais genuína do ser, é o espaço e o direito de toda a criança para o exercício da relação afetiva com o mundo, com as pessoas e com os objetos, é o momento de a criança liberar a imaginação, criar, representar, construir novas aprendizagens.

O lúdico possibilita o estudo da relação da criança com o mundo externo, integrando estudos específicos sobre a importância do lúdico na formação da personalidade. Através da atividade lúdica e do jogo, a criança forma conceitos, seleciona idéias, estabelece relações lógicas, integra percepções, faz estimativas compatíveis com o crescimento físico e desenvolvimento e, o que é mais importante, vai se socializando com os colegas que estão participando do mesmo jogo ou das mesmas atividades lúdicas.

A convivência de forma lúdica e prazerosa com a aprendizagem proporcionará a criança estabelecer relações cognitivas às experiências vivenciadas, bem como relacioná-la as demais produções culturais e simbólicas conforme procedimentos metodológicos compatíveis a essa prática.

Quando a criança aprende brincando ela tem mais possibilidades de se desenvolver mais e melhor, pois esse aprendizado ocorre de forma espontânea e prazerosa e devido a criança está fazendo algo que gosta essa aprendizagem se torna mais significativa e ela constrói um aprendizado que jamais irá esquecê-lo.
2.6  ALGUMAS RAZÕES PELAS QUAIS OS EDUCADORES DEVEM UTILIZAR O LÚDICO NO PROCESSO ENSINO/APRENDIZAGEM

A ludicidade é uma atividade que tem valor educacional intrínseco, mas além desse valor, que lhe é inerente, ela tem sido utilizada como recurso pedagógico. Várias são as razões que levam os educadores a recorrer às atividades lúdicas e a utilizá-las como um recurso no processo de ensino-aprendizagem, vejamos algumas:

• O lúdico apresenta dois elementos que o caracterizam: o prazer e o esforço espontâneo. Ele é considerado prazeroso, devido a sua capacidade de absorver o indivíduo de forma intensa e total, criando um clima de entusiasmo. É este aspecto de envolvimento emocional que o torna uma atividade com forte teor motivacional, capaz de gerar um estado de vibração e euforia. Em virtude desta atmosfera de prazer dentro da qual se desenrola, a ludicidade é portadora de um interesse intrínseco, canalizando as energias no sentido de um esforço total para consecução de seu objetivo. Portanto, as atividades lúdicas são excitantes, mas também requerem um esforço voluntário;

• As situações lúdicas mobilizam esquemas mentais. Sendo uma atividade física e mental, a ludicidade aciona e ativa as funções psico-neurológicas e as operações mentais, estimulando o pensamento.

Em geral, o elemento que separa um jogo pedagógico de outro de caráter apenas lúdico é este: desenvolve-se o jogo pedagógico com a intenção de provocar aprendizagem significativa, estimular a construção de novo conhecimento e principalmente despertar o desenvolvimento de uma habilidade operatória, ou seja, o desenvolvimento de uma aptidão ou capacidade cognitiva e apreciativa específica que possibilita a compreensão e a intervenção do indivíduo nos fenômenos sociais e culturais e que o ajude a construir conexões.

No entanto, a partir das contribuições dos diversos teóricos no desenvolvimento desse trabalho, compreende-se a importância de se trabalhar o lúdico na Educação Infantil. Tais atividades devem ser mais exploradas por professores e alunos.

Para tanto, necessário se faz colocar em prática as teorias, compreendendo o contexto histórico e cultural do qual fazemos parte. Importante também é de considerar que para a criança, não importa o seu contexto histórico ou a cultura em qual se encontra inserida uma vez que ela brinca a sua maneira, mas brinca.
2.7 AO BRINCAR A CRIANÇA PRENDE MUITO MAIS DO QUE AO FAZER ATIVIDADES  ESCOLARES  FORMAIS

Piaget (1998) forneceu um importante estudo sobre o desenvolvimento das crianças na educação com base na ludicidade. Segundo ele, os jogos são essenciais na vida dos pequeninos.

Conforme Piaget (1998), “de início tem-se o jogo de exercício que é aquele em que a criança repete uma determinada situação por puro prazer, por ter apreciado seus efeitos”. O sucesso na educação depende da relação estabelecida entre as atividades instintivas da criança, interesses e experiências sociais.

Estudos feitos por psicólogos e pedagogos ao longo do tempo concluem que todas as crianças passam por  determinados estágios de desenvolvimento, que cada uma delas apresenta seu próprio ritmo de aprendizagem em cada estágio e que suas capacidades condicionam-se por fatores sócio-econômicos, afetivos e cognitivos.

O sucesso escolar, sem dúvida, associa-se ao desenvolvimento integral do aluno enquanto indivíduo. Diante disso, estudiosos apontam os jogos e brincadeiras como um recurso fundamental  para educar e desenvolver a criança. Froebel acreditava que as crianças aprendiam por meio de brincar, mas tal atividade só se caracterizava como educativa se fosse supervisionada.

O ambiente  criado para a criança desenvolver suas atividades lúdicas deverá propiciar à socialização, visando o desenvolvimento de atividades que possibilitem o lúdico individual e coletivo, permitindo-lhe construir o próprio conhecimento, por meio da criatividade, do estímulo.  Os jogos e brinquedos são partes integrantes na proposta educativa do currículo da educação infantil, uma vez que propiciam o desenvolvimento e a aquisição de conhecimentos.

O brinquedo tem um papel muito importante na estimulação da inteligência e na formação do caráter das crianças. Brincar é uma atividade muito mais séria do que pode parecer. O desafio contido nas situações lúdicas estimula o pensamento e a criatividade, nutrindo assim a vida interior da criança. Através do brinquedo ela conhece e ressignifica o mundo ao seu redor (CUNHA, 2004).

Piaget (1998) e Vygotsky (1989) desenvolveram estudos sobre aprendizagem e desenvolvimento  que auxiliam a compreensão e norteiam o trabalho de educadores na educação infantil.  Segundo Vygotsky (1989), “o desenvolvimento é um processo de internalização de modos culturais de pensar e agir”.
Esse processo, segundo ele,  “inicia-se nas relações sociais, em que os adultos ou crianças mais experientes, por meio da linguagem, do jogo, compartilham com a criança seus sistemas de pensamento e ação”. Conforme Kishimoto (2002), “o brincar também contribui para a aprendizagem da linguagem. A utilização combinatória da linguagem funciona como instrumento de pensamento e ação”.

Embora se reconheça que a brincadeira tem sido uma âncora no desenvolvimento infantil, em alguns casos, educadores e  famílias ainda a descrevem como perda de tempo. Diante disso, o lúdico, em alguns momentos, restringe-se aos momentos recreativos. Kishimoto (2002) Coloca que “a conduta lúdica, ao minimizar as conseqüências da ação, contribui para a exploração e a flexibilidade do ser que brinca, incorporando a característica que alguns autores pontuam como futilidade, um ato sem conseqüência”. Pode-se dizer que através do lúdico criança aprende de modo não tradicional, ainda que seja os conteúdos formais.

Que aprendizado significativo à criança pode adquirir com o brinquedo? Vários aprendizados. Para Ausubel (1980), o mais importante é a aprendizagem cognitiva, isto é, quando os conteúdos se integram e são aprendidos e ordenados, formando uma estrutura cognitiva, estrutura essa  que representa todas as informações que o sujeito armazena,  ocasionando o conhecimento.

Quando uma pessoa já detém um conhecimento sobre algo aprendido anteriormente e passa a assimilar novas informações, essas novas informações serão assimiladas  e armazenadas  na estrutura cognitiva que o indivíduo já havia adquirido.Essas funções de informações prévias adquiridas e a assimilação dos novos dados que se interagem numa evolução de informações,  interrelacionam-se proporcionando  a aprendizagem significativa. 

Mas, para que ocorra essa aprendizagem, faz-se necessário que os conteúdos e materiais utilizados estejam na proporção do nível de desenvolvimento que as crianças se encontram, para que não ocorra de se oferecer mais informações do que elas possam assimilar. Partindo desse princípio, a atividade e situação proposta pela escola devem contemplar e favorecer a descoberta, a construção do conhecimento  e à exploração, para que esta possibilite à criança um contexto educacional significativo, livre e prazeroso.

3 CONCLUSÃO

Com este estudo pode-se concluir que, quando a criança brinca, alcança um maior espaço nas atividades desenvolvidas em sala de aula desde que o brincar seja dirigido e que atividades não se apóiem no brincar livremente, o que é insuficiente e insatisfatório para o desenvolvimento de qualquer atividade programada em sala de aula.

No entanto, salienta-se que não basta dar às crianças o direito de brincar. Não basta apenas ampliar o seu tempo no pátio ou aumentar os estoques de brinquedos na sala. É preciso despertar e manter seu desejo pelo brincar. O que implica numa nova postura de pais e educadores diante da brincadeira e do espaço em que ela acontece.

É necessário que os educadores infantis realizem um trabalho extenso para informar à sociedade que o “brincar” não é uma perda de tempo, mas um processo pelo qual a criança deve passar.

 É uma pena que no município em que eu trabalho essa realidade  de ensinar de forma lúdica esteja ainda distante. O que se vê é muita teoria, mas a prática é bem diferente, na verdade as escolas de Educação Infantil trabalham conteúdos formais visando uma alfabetização até o infantil III, que são as crianças de seis anos. Em nossa realidade os pais das crianças tratam a educação infantil como o ensino fundamental e infelizmente não entendem que o aprendizado das crianças acontece aos poucos e de forma menos rigorosa.

Esta pesquisa contribuiu muito para o meu aprendizado, pois adquiri muitos conhecimentos técnicos e a partir de agora terei mais confiança em minha prática pedagógica com os meus pequenos em sala de aula. Através desta pesquisa constatei o quanto é importante priorizar o brincar, a conversa, a literatura, a arte, e que tudo isso possibilita e expressão de sentimentos, trocas significativas de aprendizagens e exclui os conteúdos onde o professor é o transmissor formal e as crianças são receptadoras passivas.

Portanto de acordo com as pesquisas bibliográficas que realizei ao longo do desenvolvimento desta disciplina, concluí que espera-se que os espaços escolares de educação infantil transformem as salas de educação infantil tradicional em lugares prazerosos, cheios de desafios, emoções e descobertas, sobre os quais as crianças possam dizer:“Como é bom estar aqui, amanhã quero voltar!”.

E só a partir dessa transformação estaremos educando os pequenos de forma prazerosa onde os mesmos estarão na sala de aula porque gostam e querem estar lá pra construir e transmitir novos aprendizados e não por serem obrigados pelos seus responsáveis a irem para a escola como uma obrigação que os mesmos tem a cumprir.
4 REFEÊNCIAS

VYGOTSKY, Lev Semenovich. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1998.

MOYLES, Janet R. Só brincar? O papel do brincar na educação infantil. Porto Alegre: Artmed, 2002.

KAMI, Constance. Piaget para educação pré-escolar. Porto Alegre: Artes Médicas, 1991.

FREIRE, João Batista. Educação de corpo inteiro. São Paulo. Scipione, 1994.

FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1987.

PIAGET, J. A psicologia da criança. Ed Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1998.

OBSERVAÇÃO E PARTICIPAÇÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL


SUMÁRIO

INTRODUÇÃO ....................................................................................................         
               
               
REVISÃO BIBLIOGRAFICA................................................................................              
               
               
PLANOS DE AULA.............................................................................................            
Plano de aula 1....................................................................................................        
Plano de aula 2....................................................................................................        
Plano de aula 3....................................................................................................        
               
RELATO DA INTERVENÇÂO...........................................................................  
               
               
CONSIDERAÇÕES FINAIS  ...............................................................................               
               
               
REFERENCIAS....................................................................................................           
               
               
               
               
               
               
               
INTRODUÇÃO

                Atualmente a preocupação com o interesse das crianças na educação infantil, em relação a leitura vem se tornando um grande problema. Hoje esta cada dia mais difícil incentivar as crianças a importância do ato de ler. Muitos professores estão tendo dificuldades em ensinar as crianças a lerem, por isso é fundamental que o professor da educação infantil, busque desde cedo mostrar o prazer da leitura a elas. E  um dos métodos que ainda funciona é o da leitura voltada para a criança como é o caso dos livros de literatura infantil, como os contos de fadas e outros.
                O estudo de muitos pedagogos tem mostrado a tendência de se usar a leitura de uma forma mais divertida para atingir de maneira mais fácil as crianças. Diante disso, a escola busca conhecer e desenvolver na criança as competências da leitura e da escrita e como a literatura infantil pode influenciar de maneira positiva neste processo. Assim, Bakhtin (1992) expressa sobre a literatura infantil abordando que por ser um instrumento motivador e desafiador, ela é capaz de transformar o indivíduo em um sujeito ativo, responsável pela sua aprendizagem , que sabe compreender o contexto em que vive e modificá-lo de acordo com a sua necessidade. Sendo assim, usar esse recurso pode ajudar a reparar muito essa questão de maneira a não deixar o aluno sair da educação infantil antes de dominar a leitura e a escrita, já que uma não pode andar sem a outra.
                 Além disso,existem dois fatores que contribuem para que a criança desperte o gosto pela leitura: curiosidade e exemplo. Neste sentido, o livro deveria ter a importância de uma televisão dentro do lar. Os pais deveriam ler mais para os filhos e para si próprios. No entanto, de acordo com a UNESCO (2005) somente 14% da população tem o hábito de ler, portanto, pode-se afirmar que a sociedade brasileira não é leitora. Nesta perspectiva, cabe a escola desenvolver na criança o hábito de ler por prazer, não por obrigação.
                O professor deve buscar incutir no seu aluno desde cedo de que a leitura é uma coisa prazerosa , recompensadora, e não deve ser vista de forma nenhuma, como algo que lhe possa punir, ou mesmo fazer com que se sinta mal em relação a não conseguir. Ler e escrever deve ser colocado para a criança como algo natural como se fosse como se alimentar, vestir, brincar, que faz parte de sua vida. Por isso não é tão fácil como se pensa colocar isso para uma criança, mas se houver um pouco mais de boa vontade quem sabe pode ser revertido essa fase tão critica que nossa escola vive atualmente. . é nesta perspectiva de mudança que pretendo realizar o meu estagio, de forma simples, mas trabalhando o interesse das crianças com livros e revistas, historias e filmes infantis que espero reverter na medida em que se possível transmitir a elas a importância  de se aprender a ler e a escrever desde muito cedo,               .




REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
Muitos são os pesquisadores que defendem a literatura infantil como importantes na aprendizagem das crianças. levando a elas a magia dos contos e dos grandes reinos pode de certa forma atrair a atenção dos mesmos. Perrault escreviam suas obras, enfocando principalmente os contos de fadas. De lá pra cá, a literatura infantil foi ocupando seu espaço e apresentando sua relevância. Com isto, muitos autores foram surgindo, como Hans Christian Andersen, os irmãos Grimm e Monteiro Lobato, imortalizados pela grandiosidade de suas obras. Nesta época, a literatura infantil era tida como mercadoria, principalmente para a sociedade aristocrática. Com o passar do tempo, a sociedade cresceu e modernizou-se por meio da industrialização, expandindo assim, a produção de livros. A partir daí os laços entre a escola e literatura começam a se estreitar, pois para adquirir livros era preciso que as crianças dominassem a língua escrita e cabia a escola desenvolver esta capacidade. De acordo com Lajolo & Zilbermann, “a escola passa a habilitar as crianças para o consumo das obras impressas, servindo como intermediária entre a criança e a sociedade de consumo”. (2002, p.25). É uma pena que essa idéia, não pegou muito pois as crianças aprendem ler, mas depois crescem e apenas lêem o que lhe parece importante e relevante, mas não tanto quanto deveria ser principalmente para servir como exemplo a outras crianças.
                Assim, surge outro enfoque relevante para a literatura infantil, que se tratava na verdade de uma literatura produzida para adultos e aproveitada para a criança. Seu aspecto didático-pedagógico de grande importância baseava-se numa linha moralista, paternalista, centrada numa representação de poder. Era, portanto, uma literatura para estimular a obediência, segundo a igreja, o governo ou ao senhor. Uma literatura intencional, cujas histórias acabavam sempre premiando o bom e castigando o que é considerado mau. Segue à risca os preceitos religiosos e considera a criança um ser a se moldar de acordo com o desejo dos que a educam, podando-lhe aptidões e expectativas. Até as duas primeiras décadas do século XX, as obras didáticas produzidas para a infância, apresentavam um caráter ético-didático, ou seja, o livro tinha a finalidade única de educar, apresentar modelos, moldar a criança de acordo com as expectativas dos adultos. A obra dificilmente tinha o objetivo de tornar a leitura como fonte de prazer, retratando a aventura pela aventura. Havia poucas histórias que falavam da vida de forma lúdica, ou que faziam pequenas viagens em torno do cotidiano, ou a afirmação da amizade centrada no companheirismo, no amigo da vizinhança, da escola, da vida. Hoje o professor deve se atentar a mostrar um pouco mais da realidade e nossas crianças, mansão a ponto de fazer com que as mesmas deixem de perceber que nesta relação de bem e mal estão todos lutando apenas para serem felizes. E que o domínio da leitura e da escrita poderá ajudar a alcançar este objetivo Essa visão de mundo maniqueísta, calçada no interesse do sistema, passa a ser substituída por volta dos anos 70 e a literatura infantil passa por uma revalorização, contribuída em grande parte pelas obras de Monteiro Lobato, no que se refere ao Brasil. Ela então, se ramifica por todos os caminhos da atividade humana, valorizando a aventura, o cotidiano, a família, a escola, o esporte, as brincadeiras, as minorias raciais, penetrando até no campo da política e suas implicações. Hoje a dimensão de literatura infantil é muito mais ampla e importante. Ela proporciona à criança um desenvolvimento emocional, social e cognitivo indiscutíveis. Segundo Abramovich (1997) quando as crianças ouvem histórias, passam a visualizar de forma mais clara, sentimentos que têm em relação ao mundo. As histórias trabalham problemas existenciais típicos da infância, como medos, sentimentos de inveja e de carinho, curiosidade, dor, perda, além de ensinarem infinitos assuntos. É através de uma história que se pode descobrir outros lugares, outros tempos, outros jeitos de agir e de ser, outras regras, outra ética, outra ótica...É ficar sabendo história, filosofia, direito, política, sociologia, antropologia, etc. sem precisar saber o nome disso tudo e muito menos achar que tem cara de aula (ABRAMOVICH, 1997, p.17) Neste sentido, quanto mais cedo a criança tiver contato com os livros e perceber o prazer que a leitura produz, maior será a probabilidade dela tornar-se um adulto leitor. Da mesma forma através da leitura a criança adquire uma postura crítico-reflexivo,extremamente relevante à sua formação cognitiva. Quando a criança ouve ou lê uma história e é capaz de comentar, indagar, duvidar ou discutir sobre ela, realiza uma interação verbal, que neste caso, vem ao encontro das noções de linguagem de Bakhtin (1992). Para ele, o confrontamento de idéias, de pensamentos em relação aos textos, tem sempre um caráter coletivo, social. O conhecimento é adquirido na interlocução, o qual evolui por meio do confronto, da contrariedade. Assim, a linguagem segundo Bakthin (1992) é constitutiva, isto é, o sujeito constrói o seu pensamento, a partir do pensamento do outro, portanto, uma linguagem dialógica.
                A vida é dialógica por natureza. Viver significa participar de um diálogo: interrogar, escutar, responder, concordar, etc. Neste diálogo, o homem participa todo e com toda a sua vida: com os olhos, os lábios, as mãos, a alma, o espírito, com o corpo todo, com as suas ações. Ele se põe todo na palavra e esta palavra entra no tecido dialógico da existência humana, no simpósio universal. (BAKHTIN, 1992, p112)
                E é partindo desta visão da interação social e do diálogo, que se pretende compreender a relevância da literatura infantil, que segundo afirma Coelho (2001, p.17), “é um fenômeno de linguagem resultante de uma experiência existencial, social e cultural.”
                A leitura é um processo no qual o leitor realiza um trabalho ativo de construção do significado do texto. Segundo Coelho (2002) a leitura, no sentido de compreensão do mundo é condição básica do ser humano. A compreensão e sentido daquilo que o cerca inicia-se quando bebê, nos primeiros contatos com o mundo. Os sons, os odores, o toque, o paladar, de acordo com Martins (1994) são os primeiros passos para aprender a ler.Ler, no entanto é uma atividade que implica não somente a decodificação de símbolos, ela envolve uma série de estratégias que permite o indivíduo compreender o que lê. Neste sentido, relata os PCN’s (2001, p.54.):
                Um leitor competente é alguém que, por iniciativa própria, é capaz de selecionar, dentre os trechos que circulam socialmente, aqueles que podem atender a uma necessidade sua. Que consegue utilizar estratégias de leitura adequada para abordá-los de forma a atender a essa necessidade. Assim, pode-se observar que a capacidade para aprender está ligada ao contexto pessoal do indivíduo. Desta forma, Lajolo (2002) afirma que cada leitor, entrelaça o significado pessoal de suas leituras de mundo, com os vários significados que ele encontrou ao longo da história de um livro, por exemplo. E preciso que se ensine desde muito cedo  a interpretação do que se lê a criança, sempre levando a mesma a perceber na leitura algo que lhe quer dizer, uma simples frase, um texto, um livro.
                O ato de ler então, não representa apenas a decodificação, já que esta não está imediatamente ligada a uma experiência, fantasia ou necessidade do indivíduo. De acordo com os PCN’s (2001) a decodificação é apenas uma, das várias etapas de desenvolvimento da leitura. A compreensão das idéias percebidas, a interpretação e a avaliação são as outras etapas que segundo Bamberguerd (2003, p.23) “fundem-se no ato da leitura”. Desta forma, trabalhar com a diversidade textual, segundo os PCN’s (2001), fazendo com que o indivíduo desenvolva significativamente as etapas de leitura é contribuir para a formação de leitores competentes. E é isto que deve ser buscado e conquistado na escola. E inicialmente na educação infantil. Despertar a criança para a sensação maravilhosa do domínio da leitura deve ser um objetivo constante, um desafio a ser vencido por todo profissional da Educação Infantil.


PLANOS DE AULAS

PLANO DE AULA 1 (4 HORAS)

Centro xxxxxxx
Prof.  xxxxxx
Turma – Educação Infantil Primeiros Passos de 4 quatro anos
Data  -
Disciplina-Português
Cronograma- 7 as 11:25hs
Objetivos-
- Identificar  os conhecimentos prévios das crianças, sobre leitura, buscando despertar nelas o interesse para que aprendam desde cedo que ler é uma atividade prazerosa e que traz muitos benefícios para elas

Procedimentos didáticos-
                Receber os alunos, no pátio, encaminhar para a sala, arrumar a sala em círculos, conversar com os alunos, incentivando os mesmos a falar as letras do alfabeto, que conhecem, depois lhes entregar uma folha de papel, pedindo que do jeito deles, escrevam as letras que eles falaram. Em seguida escrever no quadro com letras grandes e coloridas as letras do alfabeto e pedir que as crianças tentem escrever novamente. Sempre incentivando, com palavras de carinho e parabenizando as que conseguem e peçam que ajude o seu colega que esteja tendo dificuldade. Depois, faça um pequeno ditado com as letras mais fácil para ver se os alunos conseguem escrever e ler o que foi pedido.

Recursos Didáticos  - Quadro, giz colorido folhas mimeografadas, lápis, 

Avaliação  - será observado o interesse dos mesmos na atividade, a sua tentativa em dizer as letras, e escrever, a mesma coisa com os números.


PLANO DE AULA 2 (4 HORAS)

Centro xxxxxx
Prof. xxxxxxxxx
Turma –
Data  -
Disciplina- Português, ciências, matemática, História Geografia
Cronograma – 7:00 às 11:25 hs.

Objetivo
                Identificar os conhecimentos prévios das crianças sobre, português, afim de saber como iniciar o processo de alfabetização e de leitura  das mesmas.
                Analisar a percepção da criança sobre o mundo em que vive, percebendo se as mesmas respeitam as normas e os valores da sociedade.

Procedimentos metodológicos

                Após receber as crianças no pátio, encaminhar as mesmas para a sala de televisão, onde irão assistir a uma fita de DVD com o filme Lucas, um estranho no formigueiro, que conta a história de uma criança que teimava em destruir um formigueiro que havia em seu quintal, até que toma uma poção mágica, e fica pequeno, do tamanho de uma formiga e é levado para dentro do formigueiro e precisa  se adaptar a está nova vida para não morrer, e depois desta experiência, começa a lutar para preservar a vida dos seus amigos. As crianças devem perceber que, neste novo mundo no qual ela está iniciando, tem que está sempre focada a um ideal, mas para conseguir vencer, tem que ter a união de todos.
                Após o término do filme, eles falarão sobre o que aprenderam com o mesmo, depois do lanche, quando retornarem para a sala o professor deverá falar sobre os valores morais da sociedade. e pedir que tentem imaginar essa historia hoje e como poderiam fazer para ajudar o mundo.

Recursos didáticos

                Televisão, DVD, filme “Lucas, um estranho no formigueiro”, papel, lápis, borracha.

Avaliação

                Será avaliado o interesse e a participação de todos. 

PLANO DE AULA 3 (4 HORAS)

Centro  xxxxxxx
Prof. xxxxxxxxxxxxxxxxxx
Turma –
Data  -
Disciplina- Português
Cronograma – 7:00 às 11:25 hs.

Objetivos

                Despertar o interesse das crianças para o desenvolvimento da leitura e que elas possam adquirir desde cedo o hábito pela leitura.
                Compreender as diferenças de aprendizagem das crianças, respeitando o tempo de alfabetização de cada um.

Procedimentos metodológicos
                Receber as crianças, levar a visitar a biblioteca municipal, onde poderão manusear livros de historinhas infantis, deixando que elas escolham os livros que serão lidos ao retornarem a sala de aula. Após o lanche, colocá-las no tapete ou sentadas a vontade e iniciar a leitura dos livros escolhidos por elas. Em seguida motivá-las a entender que somente foi possível aquela aula porque outras pessoas freqüentaram a escola e aprenderam a ler e a escrever, e então escreveram aquelas historinhas que tanto interessaram a elas. E que se elas quiserem e se esforçarem dentro de pouco tempo elas mesmas serão capazes de lerem qualquer livro, texto que lhe for interessante

Recursos didáticos
Livros de historinhas infantis.
Avaliação

                A demonstração de interesse de cada uma, na hora da escolha dos livros e o silêncio das mesmas na hora de ouvir as historinhas.

RELATO DA INTERVENÇÃO

 Realizar este plano de intervenção na fase do estágio é muito importante, pois faz com cresçamos cada dia mais na profissão escolhida de maneira que é impossível um professor conhecer a realidade de uma sala de aula sem entrar nela. E educação infantil é a mais importante fase desde aprendizado visto temos a clara sensação de termos uma missão única, levar a uma criança o mundo da leitura e da escrita. O meu estagio foi realizado no centro educacional primeiros passos, no Municipio de Catuji, na sala da professora Claúdia Maria, com 25 alunos. Observei durante o meu estágio que  as professoras preparam as suas aulas sempre antecipadas, buscando procurar meios de despertar o interesse das crianças procurando todas as possíveis técnicas que, cada um poderá usar para ensinar. Nunca trabalham da mesma maneira. levam muitos desenhos, para colorir, filmes infantis, passeiam com as crianças na praça, onde se localiza a escola ou próximo a ela. Todas as atividades da Educação Infantil são norteadas pelo governo e seguem aos PCNS, que trazem os principais pontos a serem trabalhados no Estado, mas cabe ao professor juntamente com os especialistas fazerem os ajustes para atender a realidade das crianças. As reuniões pedagógicas, que ocorrem semanalmente servem justamente para discutir estes aspectos e escolher os recursos didáticos a ser aplicado em sala de aula, variando de acordo com o entendimento e o tempo de aprendizagem de cada turma. Por isso que é fundamental a participação de todos na elaboração da proposta político pedagógica da instituição além, da participação de pais, que também opinam na sua formação, já que nesta fase é muito importante  o apoio das famílias na aprendizagem das crianças
Os planos de aula são sempre feitos em conjunto com troca de experiência e de material entre as professoras. Durante o estagio presenciei esta elaboração e aprendi a fazer os planos de aula de acordo com o que elas faziam, deixando claro o objetivo de cada atividade, brincadeira, explicação, conversa, e os projetos a serem trabalhados naquela semana. Assim todos participavam ativamente da atividade, um professor sempre dava a opinião e os outros discutiam até achar a melhor solução para ensinar as crianças, pois é uma meta da escola tentar atingir o melhor índice de aproveitamento das crianças. alem disso com este estágio pude desenvolver a minha capacidade de relacionar melhor com crianças desde idade  e principalmente buscar desenvolver em mim, capacidades de buscar inovações, conhecer metodologias que possam cada vez enriquecer o meu trabalho. Sem contar como foi importante pesquisar sobre pesquisadores que buscam explicar questões relacionadas com a leitura na educação infantil.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
                 Realizar este estágio foi de suma importância no meu crescimento profissional, mas também pessoal. Conhecer crianças, parece uma coisa normal, mas tem como alunos mudou em muito o meu conceito. Analisar o interesse delas em  buscar o conhecimento, faz com tenhamos vontade de buscar cada dia mais formas de ensinar a elas como dominar a leitura e  a escrita de maneira a lhe propiciar a realização de um sonho.
                Mas nem tudo são flores, ser dinâmica, envolvente, capaz de  despertar o interesse pelas aulas, e principalmente, fazer com que tenham vontade de aprender é um grande desafio para o professor. E isso requer muito tempo de preparo das aulas, para que as mesmas não sejam chatas nem cansativas para elas, nem ao professor.
                Pesquisar, inovar, deve ser sempre o principal foco de um profissional voltado a educação infantil de forma a fazer com que o interesse de seu aluno seja sempre alimentado, para que ele possa sempre buscar dominar e aprender a leitura e a escrita cada dia  mais e aprender as cuidar de si mesmo e do mundo em que vive desde cedo. Pois só assim, é que podemos ter no futuro uma sociedade mais justa e com oportunidade  iguais para todos. A escola é responsável por isso, mas tudo se inicia na educação infantil e sendo assim, formar profissionais com vocação e responsabilidade deve ser um compromisso de toda a sociedade. e principalmente cobrar destes profissionais um trabalho sério para que realmente nossas crianças aprendam desde cedo a importância da escola na sua vida.



REFERÊNCIAS  

BRASIL. Ministério de Educação e do Desporto. Referencial curricular nacional para educação infantil. Brasília, DF: MEC, 1998.
_______. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Fundamental. Política de educação infantil: proposta. Brasília, DF: MEC/SEF/COEDI, 1993.
_______. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Fundamental. Por uma política de formação do profissional de educação infantil. Brasília, DF: MEC/SEF/COEDI, 1994.
_______. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. Critérios para um atendimento em creches e pré-escolas que respeite os direitos fundamentais das crianças. Brasília, DF: MEC/SEF/COEDI, 1995.
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SOARES, Magda. As Muitas Facetas da Alfabetização. Cadernos de Pesquisa. São Paulo, n 52, Fevereiro, 1985.

_______. Alfabetização no Brasil: o estado do conhecimento. Brasília: INEP/ Santiago: REDUC, 1991.

VYGOTSKY, L. S. Linguagem, Desenvolvimento e Aprendizagem. São Paulo