segunda-feira, 11 de junho de 2012

MODELO DE RELATORIO DE ESTAGIO NA EDUCAÇÃO INFANTIL


1 INTRODUÇÃO

      O presente relatório de estágio parte da compreensão de que o propósito da escola é que as crianças obtenham os conhecimentos produzidos pela humanidade, ampliem as possibilidades para operá-los, transformá-los e redirecioná-los tendo como meta alocar os avanços da civilização a serviço da humanização da sociedade. Diante disso, o projeto político pedagógico brota da construção coletiva da Educação Escolar. Ele é a tradução maior da organização pedagógica que a escola faz de suas finalidades, a partir das necessidades que lhes estão colocadas diante de recursos humanos e materiais. O projeto político pedagógico ganha coerência e estabilidade à medida que apresenta a realidade na qual se insere, destacando como são organizadas as práticas para trabalhar com sujeitos atenderão, pois seu enfoque é o eixo principal da organização das práticas pedagógicas que serão adotadas pelo educador.
      No ensino da Educação Infantil, as instituições se aparelham de forma incisiva com a necessidade social que está culturalmente descrita. No âmbito do currículo, há a significação de como se dará a organização do trabalho pedagógico como explicitação do fazer da escola e do professor, mostrando que sucedem ações ordenadas e amparadas por uma filosofia educacional. E é neste sentido que o professor desempenha papel fundamental, visto que ele organizará o dia a dia das vivências que as crianças terão acesso na Educação Infantil, e bem como os procedimentos que as levarão  a atingir maiores níveis de desenvolvimento
      O relatório de Educação Infantil será realizado na Escola Municipal Ana Junqueira Ferraz em uma turma de crianças que tem  quatro anos de idade (pré I). O estágio de Educação Infantil está relacionado às ações que envolvem a Docência com o objetivo de observar e analisar o processo de ensino com crianças desta faixa etária. É importante conhecer as especificidades do trabalho pedagógico na Educação Infantil, observar, planejar ações a serem desenvolvidas com as crianças e é importante também refletir sobre a prática pedagógica observada podendo assim gerar problematizações constituindo-se em instrumento de iniciação à pesquisa e ao ensino. A realização do estágio representa uma investigação da realidade. No relatório de estágio será abordado a caracterização do contexto estagiado, a caracterização da escola, a caracterização da turma estagiada, a concepção pedagógica da instituição, a descrição e análise reflexiva das atividades de estágio Educação Infantil, o processo de observação do espaço, das instalações e dos equipamentos. A prática educativa: rotina; A prática educativa: aulas. A prática educativa: materiais, espaços, tempo e adaptação, e também um plano de estágio, e por fim as considerações finais.





2  CARACTERIZAÇÃO DO CONTEXTO ESTAGIADO

      2. 1 Caracterização da escola

      A escola Municipal Ana Junqueira Ferraz fica situada na Rodovia Itajubá Maria da Fé - km 10, no bairro Ano Bom na cidade de Itajubá e se localiza na zona rural.
      A Escola Municipal Ana Junqueira Ferraz foi criada pela Lei nº. 53 de 27 de agosto de 1943, regularizada pela portaria GAB 11/80 da SEE e resolução 215 do CEE de 18 de Maço de 1976.
      O terreno foi doado pelo Sr. Décio Junqueira Ferraz e sua esposa Mirtes Goulart Ferraz à prefeitura Municipal, representada pelo Exmo. Sr. Ambrósio Pinto. A área do terreno é de 4860,84 m quadrados, situado no espaço denominado Ano Bom, município de Itajubá - MG.
      A construção da escola teve inicio em 15/01/71, através de um convênio entre a Prefeitura e o Sr. Décio Ferraz.
      A equipe pedagógica é constituída por : Coordenadora da escola Fabiana Tótora Cortez Morais e uma Especialista em educação Aparecida  Celis  B. S. Amaral
      A escola funciona no horário das seis horas e trinta minutos às dezessete horas e trinta minutos. Os níveis de ensino que a escola atende :
      Educação Infantil: Primeiro período 4 anos, segundo período 5 anos
      Ensino fundamental: primeiro ano do primeiro ciclo, segundo ano do segundo ciclo, terceiro ano do terceiro ciclo, quarto ano do quarto ciclo, quinto ano do quinto ciclo.
      O nível de retenção de alunos é pequeno e a evasão é praticamente inexistente, há grande empenho dos professores, especialista em educação e direção em buscar alternativas para sanar as dificuldades dos alunos, oferecendo a recuperação paralela a todos que apresentam dificuldades de aprendizagem ou defasagem devido a diferente organização do conteúdo em instituições  de outras localidades, quando esses alunos vêm transferidos de outras instituições. Os alunos que necessitam de atendimento especializado são encaminhados para avaliação médica, psicológica, fonaudiológica ou psicopedagógica. Os ex-alunos da escola também são atendidos na mesma para executarem pesquisas e trabalhos em nossa biblioteca. Alguns pais, membros da associação de bairro e outros moradores são colaboradores em atividades promovidas pela escola, projetos, festas e comemorações. Os professores são responsáveis, dedicados, buscam orientação junto a supervisão e em outras fontes para que possam aperfeiçoar o atendimento aos alunos.
      A escola desenvolve vários projetos com o objetivo de levar os alunos a formar habilidades e competências essenciais para a sua formação integral. A escola atende no período matutino e vespertino, as aulas de Educação Física acontecem às terças e quintas-feiras nos dois períodos, as aulas de canto coral acontecem às segundas- feiras no período matutino e a Especialista em Educação atende a escola as terças, quintas e sextas em períodos alternados

      2.2  Caracterização da turma estagiada

      Formação da professora regente da turma: Curso Normal Superior.
      Tempo: 20 anos como docente.
      Experiência como docente na turma estagiada: 2 meses.
      A sala possui 24 alunos de quatro anos de idade.
      Os alunos na sua maioria são filhos de agricultores, outros filhos de operários de indústrias, funcionários de estabelecimentos comerciais, empregadas domésticas na cidade de Itajubá.
      Para a professora a criança e o aluno são seres ativos, cidadãos em formação.

3 CONCEPÇÃO PEDAGÓGICA DA INSTITUIÇÃO

      3.1 Concepção de instituição de  Educação Infantil

      A instituição de educação infantil é um espaço de cuidado e educação, organizado e planejado para atender crianças de 0 a 6 anos.
      O papel da instituição é ajudar a criança a ser inserida na cultura, compartilhando com a família responsabilidade pela formação humana de seus filhos. Assumir essa nova dimensão das creches e pré-escolas é promover os cuidados necessários a preservação da vida, contribuindo efetivamente para o aprendizado do auto cuidado, ligado as necessidades básicas de alimentação, sono, higiene, saúde.
      Esse aprendizado se estende até o conhecimento das leis mais gerais que regem a natureza e a cultura, passando essencialmente pelo aprendizado do brincar, exercitado cotidianamente nos jogos de faz- de- conta, que possibilitam a ela a compreensão e a transformação dos demais aspectos.
      É papel das instituições de Educação Infantil desenvolver todas as demais formas de linguagem, fazendo a mediação entre a criança e a cultura e  possibilitando seu acesso às fontes de conhecimento.

     

3.2  Concepção de criança

      Há uma interação entre os aspectos da natureza e da cultura e que, nessa interação, vão se constituindo as especificidades do ser criança numa determinada sociedade. Acriança de 0 a 6 anos vive um período evolutivo fundamental, uma vez que seu cérebro apresenta uma grande plasticidade, determinando uma imensa possibilidade de aprender, maior do que em qualquer outro momento de sua vida. A criança é considerada como sujeito e as relações que com ela estabelecemos devem considerar os desejos, as opiniões, a capacidade de decidir, as maneiras de pensar, de se expressar e as formas de compreender o mundo são construídas historicamente na cultura do meio social em que vive.
      A criança constrói uma história pessoal, que vai se fazendo na cultura familiar e que se define em função da classe social que sua família ocupa, do espaço geográfico que habita, da cor de sua pele, do sexo a que pertence, das especificidades de seu desenvolvimento e das vivencias socioculturais que, em função desses fatores, lhe são oportunizadas. A criança pode ser entendida como um ser que é capaz de construir sua identidade e sua cultura, um ser social.

      3.3  O Papel do professor

      Conhecer o processo de desenvolvimento das crianças com as quais trabalhamos, desafiando-as e intervindo na sua zona de desenvolvimento proximal, são processos que favorecerem as diversas interações entre as crianças e delas com os adultos, dentro e fora da instituição, propiciando avanços que não ocorreriam espontaneamente.

      3.4  O Papel social da escola adotadas pela instituição estagiada

      É papel das instituições de Educação Infantil desenvolver todas as demais formas de linguagem, fazendo a mediação entre a criança e a cultura e possibilitando seu acesso as fontes de conhecimento. A creches e pré-escolas devem desempenhar um papel fundamental para possibilitar o desenvolvimento/aprendizagem das crianças. Precisam para tanto, conhecer as crianças concretas que vem para essas instituições, isto é, conhecer os saberes, valores e práticas nos quais elas estão se constituindo, bem como conhecer as especificidades e necessidades dessa faixa etária levando em conta esses conhecimentos na organização de suas propostas pedagógicas.


4 DESCRIÇÃO E ANÁLISE REFLEXIVA DAS ATIVIDADES DE ESTÁGIO EDUCAÇÃO INFANTIL

      4.1 Do espaço, das instalações e dos equipamentos

A escola possui uma área  de aproximadamente 1200 m  com:
    • Quadra coberta;
    • Um parquinho;
    • Uma cozinha;
    • Um refeitório;
    • Uma dispensa;
    • Um depósito de materiais de limpeza e manutenção;
    • Um pátio coberto;
    • Seis salas de aulas;
    • Uma biblioteca;
    • Uma sala de professores;
    • Um banheiro masculino e um feminino para uso dos alunos;
    • Um banheiro para uso dos professores;
    • Uma secretaria/diretoria com computadores (para uso da secretaria),  uma máquina de xérox e duas impressoras.

   4.2  A prática educativa: rotina

      As crianças do pré entram na sala de aula às doze horas e trinta minutos, e a saída é as dezessete horas às treze e quarenta e cinco minutos vão para o lanche. Após o lanche tem o recreio de meia hora isto é: quinze minutos para lanchar e quinze minutos para brincar. a segunda feira as crianças brincam na quadra no horário das quatorze horas e trinta minutos às quinze horas e trinta minutos , na terça feira o horário das doze horas e trinta minutos às treze horas e trinta minutos as crianças tem educação física, na quarta feira no horário das dezesseis horas às dezessete horas as crianças vão brincar no parquinho, na quinta feira no horário das doze horas e trinta minutos às treze horas e trinta minutos as crianças tem educação física e na sexta feira no horário das quatorze horas e trinta minutos às quinze horas e trinta minutos as crianças assistem DVD

4.3 A prática educativa: aulas

      Quinta feira: dia 26 de novembro de 2009 no horário das  15 h às 17 horas, a professora passou uma atividade com a letra U, distribuiu uma folha mimeografada com o desenho de um cacho de uva e pediu para as crianças recortassem das revistas a letra U. Em seguida, solicitou as crianças que colassem  a letra U em cada gomo do cacho de uva e depois colorir.

      Sexta feira: dia 27 de novembro de 2009, das 14 às 17 horas, a professora passou uma atividade envolvendo colagem, para colorir e recortar um quebra cabeça. Percebemos que a maioria dos alunos possui uma boa coordenação motora, mas são muito dependentes da professora para realizar as tarefas. Depois ela distribuiu uma folha mimeografada com o desenho de um urso para ligar os pontinhos, colorir e escrever a palavra urso. Todos concluíram essas atividades com sucesso. Depois de realizar as atividades  a ajudante do dia auxiliou a professora na organização da sala de aula.  Colocaram uma música para que as crianças pudessem relaxar e colou no caderno de recados a tarefa: trazer gravuras com a letra I.

      Segunda feira: dia 30 de novembro de 2009, das 12 h e 30 minutos às quatorze horas e trinta minutos, a professora fez a chamada usando a ficha com o nome. Depois, juntamente com as crianças organizou o calendário. Contou a história do sapo e deu folha em branco para o desenho livre. Fez um cartaz com gravuras da letra I, que as crianças trouxeram de casa. Deu folha mimeografada da borboletinha para colorir e recortar de revistas gravuras de paisagens.

      Terça feira: dia 01 de dezembro de 2009, das 15 h  às 17 dezessete horas, a professora fez uma roda com as crianças para brincar de passar o anel, foi muito divertido. Finalizando o dia, distribuiu para as crianças brinquedos para montar.

      Quarta feira: dia 02 de dezembro de 2009, das 15 às 17 horas, a professora contou a história do palhaçinho. Desenhou o pé de cada criança e colou na folha de sulfite. Depois distribuiu uma folha mimeografada do palhaçinho  para as crianças colorir de lápis de cor ou giz de cera. Fez estrelinhas com papel laminado para as crianças colarem ao lado do palhaçinho depois de colorido.

      Quinta feira: dia 03 de dezembro de 2009, das 15 h e trinta minutos às 17 horas, a professora deu uma atividade envolvendo pintura colagem e textura  para desenvolver a coordenação motora das crianças, ela usou uma folha mimeografada com o desenho de um pirulito e pediu que as crianças usassem cola colorida e colassem lã em volta do circulo e também colassem um palito de picolé formando o cabo do pirulito. Brincou de corre cutia na quadra.

      Sexta feira: dia 04 de dezembro de 2009, das 15 h e 30 minutos às 17, a professora colocou DVD com o filme da branca de neve para as crianças assistirem.

      Segunda feira: dia 07 de dezembro de 2009, das 15 às 17 horas, a professora colocou a música “Boi da cara preta”, depois deu uma folha mimeografada de um rosto de menina faltando algumas partes do rosto, então ela pediu que as crianças completassem o rosto fazendo o desenho dos olhos, boca nariz etc. Recortar de revista um rosto de menina e colar na moldura (em uma folha de sufite).

      Terça feira: dia 08 de dezembro de 2009, das 16 às 17 horas, a professora deixou as crianças brincarem com jogos de montar.

4.4 A prática educativa: materiais, espaços, tempo e adaptação

      A Escola é mantida pela Prefeitura Municipal de Itajubá, que fornece todo o material necessário para o funcionamento da instituição.
      A escola também recebe recurso financeiro do FNDE/PDDE que é destinado à compra de materiais, priorizados pela escola e aprovado pelos membros representantes da Associação de Pais e Mestre/Caixa Escolar.
      Esse recurso pode ser aplicado na aquisição de materiais permanentes e de consumo, equipamentos que serão utilizados no trabalho desenvolvido pela instituição.





5 PLANO DE ESTÁGIO

Data: 30 de novembro de 2009

Objetivos:
* Desenvolver a coordenação motora grossa e fina
*Familiarizar-se com a escrita
*Manipular objetos, brinquedos, descobrindo características como
Tamanho, espessura, cor, etc..
*Conhecer o próprio corpo;

Atividades de rotina:
*Acolhida
*Calendário
*Chamada
*Quantos somos?
*Agenda do dia
*Roda da conversa
*Roda da história
*Desenho livre

Linguagem oral e escrita:
*Trabalho com a música “Dona Aranha.”
*Letra A.
*Colagem com barbante.
*Pintura com giz de cera.


Matemática:
*Trabalho de classificação e seriação com os blocos lógicos
*Formar grupos de alunos com tênis, usa óculos, bermuda, etc. E pediiu que os alunos descubram o critério usado

Ciências:
*Esquema corporal: ”Banho imaginário”.
*Cantar a música “Boneco de Lata”.

 Brincar

      Para que as crianças possam exercer sua capacidade de criar é imprescindível que haja riqueza e diversidade nas experiências que lhes são oferecidas nas instituições, sejam elas mais voltadas às brincadeiras ou às aprendizagens que ocorrem por meio de uma intervenção direta. Para brincar é preciso apropriar-se de elementos da realidade imediata de tal forma a atribuir-lhes novos significados. Essa peculiaridade da brincadeira ocorre por meio da articulação entre a imaginação e a imitação da realidade.
      Toda brincadeira é uma imitação transformada, no plano das emoções e das idéias, de uma realidade anteriormente vivenciada. No ato de brincar, os sinais, gestos, os objetos e os espaços valem e significam outra coisa daquilo que aparentam ser. Ao brincar as crianças recriam e repensam os acontecimentos que lhes deram origem, sabendo que estão brincando. O principal indicador da brincadeira, entre as crianças, é o papel que assumem enquanto brincam. A brincadeira favorece a auto-estima das crianças auxiliando-as a superar progressivamente suas aquisições de forma criativa. Brincar contribui, para interiorização de determinados modelos de adulto, no âmbito de grupos sociais diversos.
      Nas brincadeiras, as crianças transformam os conhecimentos que já possuem anteriormente em conceitos gerais com os quais brinca. Seus conhecimentos provêm da imitação de alguém ou algo conhecido, de uma experiência vivida na família ou em outros ambientes. É brincando que a criança estabelece os diferentes vínculos entre as características do papel assumido, suas competências  e as relações que possuem com outros papéis, tomando consciência disto e generalizando para outras situações.Pela oportunidade de vivenciar brincadeiras imaginativas e criadas por elas mesmas, as crianças podem acionar seus pensamentos para resolução de problemas que lhe são importantes e significativos.
      Propiciando a brincadeira, portanto, cria-se um espaço no qual as crianças podem experimentar o mundo e internalizar uma compreensão particular sobre as pessoas, os sentimentos e os diversos conhecimentos e as referências.

6 CONSIDERAÇÃOES FINAIS

      A instituição de educação infantil, é um espaço de cuidado e educação,  organizado e planejado para atender crianças de 0 a 6 anos. Essa instituição, por ser histórica, cultural e socialmente constituída, vem, ao longo de sua história, modificando suas funções. No momento atual, em nosso país, ela é reconhecida tanto nos documentos oficiais, como pela sociedade, e até mesmo pelo senso comum, como necessária à formação da criança.
      O processo de modernização da sociedade ao mesmo tempo que propiciou muitos avanços, trouxe também, inúmeros problemas para os assalariados no que se refere às suas condições de vida, tais como: diminuição da oferta de emprego, comprometimento das relações familiares, distância cada vez maior entre os locais de trabalho e moradia, tudo isso distanciando os pais, cada vez mais da tarefa de educar seus filhos.
      Para as crianças, da mesma forma que o progresso trouxe o reconhecimento de alguns direitos, trouxe também grandes perdas: a perda da rua como espaço  de  interações sociais e de brincadeiras, a violência que as isola e brutaliza, o afastamento cada vez  maior dos pais, que, na maioria das vezes, só usam o espaço doméstico para dormir, na tentativa de repor as suas energias para a próxima jornada de trabalho, e a entrada definitiva da televisão como o instrumento de pedagogia cultural mais eficiente na sua formação.
      O papel dessa instituição, nesse contexto, passa a ser determinante, ajudando a criança a se inserir na cultura, compartilhando com a família a responsabilidade pela formação humana de seus filhos. Assumir essa nova dimensão das creches e pré- escolas é promover os cuidados necessários a preservação da vida, contribuindo efetivamente para o aprendizado do auto cuidado, ligado às necessidades básicas de alimentação, sono, higiene, saúde. Esse aprendizado se estende até o conhecimento das leis mais gerais que reagem a natureza e a cultura, passando essencialmente pelo aprendizado do brincar, exercitado cotidianamente nos jogos de faz de conta, que possibilitam a ela a compreensão e  a transformação dos demais aspectos.
      Além disso, nesse processo, é papel das instituições de Educação Infantil desenvolver todas as demais formas de linguagem, fazendo a mediação entre a criança e a cultura e possibilitando seu acesso às fontes de conhecimento. Os espaços educativos, como as creches e pré-escolas podem desempenhar um papel fundamental para possibilitar o desenvolvimento/aprendizagem das crianças. Precisam, para tanto, conhecer as crianças concretas que vêm para essas instituições, isto é, conhecer os saberes, valores e práticas nos quais elas estão se constituindo, bem como conhecer as especificidades e necessidades dessa faixa etária, levando em conta esses conhecimentos na organização de suas propostas pedagógicas.
      A concepção de cuidado educação adotada na educação infantil se apóia no reconhecimento de que para a criança se desenvolver e aprender, em função da extrema dependência motora, afetiva e cognitiva do ser humano e da sua gradativa possibilidade de autonomia, é necessário que a pessoa que trabalha no seu processo de formação atue nas duas direções, ou seja, atendendo às suas necessidades básicas e ao mesmo tempo inserindo-as na cultura. Assim,     entende-se que, desde os primeiros meses de vida, nas ações cotidianas, quando o professor dá banho, troca as fraldas, alimenta, coloca para dormir, trata das dores e das manhas das crianças, vai imprimindo nelas uma forma de se relacionar com o mundo e com as pessoas. Quando conversa com a criança, canta, embala, mostra-lhe os objetos que a circundam, nomeia-os, brinca com eles, ensinando-a a brincar e possibilitando que escolha o que deseja, está ensinando a criança uma certa maneira de ver o mundo, dando sentido e significado a tudo que está ao seu redor.Quando organiza o ambiente e os materiais para que desenvolvam as atividades, quando respeita as necessidades de sono, higiene e alimentação e atua no sentido de ensinar à criança o auto cuidado, com vistas à construção da autonomia, o adulto está trabalhando com aspectos da vida social indispensáveis à inserção cada vez maior da criança na cultura em que vive.
      A perspectiva de cuidado e educação deve estar presente no Projeto Político Pedagógico da IEI, permeando todas as ações desenvolvidas. Trata-se de transformar essas ações em uma verdadeira filosofia, que se concretiza no cotidiano, definindo e dando consistência ao trabalho. É compromisso da IEI com as famílias e seu papel em relação as crianças: Cuidar e educar  para que se sintam seguras e protegidas, cuidar e educar para que aprendam a respeitar o outro nas suas diferenças,cuidar e educar para que  se apropriem, de forma crítica e autônoma, da linguagem, dos valores e costumes da cultura em que estão inseridos, necessários à vida coletiva,cuidar e educar para que construam sua identidade e autonomia, cuidar e educar para que se sintam sempre desafiados e não percam a relação prazerosa com a busca de compreensão do mundo, cuidar e educar para que se sintam bem felizes,cuidar e educar para que as crianças se desenvolvam na sua integridade, tanto nos aspectos cognitivos, quanto afetivos, físicos, sociais, éticos e estéticos, contribuindo com sua formação.










7 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BARRETO, A. M. R. F. Por que e para que uma Política de Formação do profissional da Educação Infantil? In: MEC/SEF/COEDI, Por uma política de formação do profissional de Educação Infantil. Brasília-DF, 1994 a.

BRASIL, MEC/SEF. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil: introdução. v.1, Brasília, 1998.

BRASIL, MEC/SEF. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil: formação pessoal e social.  v.2. Brasília, 1998.

DELORS, J. e outros.(Comissão Internacional sobre Educação para o século XXI): Educação: um tesouro a descobrir. Portugal: UNESCO/ASA, 1996.

KRAMER, Sonia. Propostas Pedagógicas e Curriculares: subsídios para uma leitura crítica. In: Educação e Sociedade, Ano XVIII, n.60, dezembro, 1997.

KRAMER, Sonia. Currículo de Educação Infantil e a Formação dos Profissionais de Creche e Pré-escola: questões teóricas e polêmicas. In: MEC/SEF/COEDI.  Por uma política de formação do profissional de Educação Infantil. Brasília-DF,  1994.

O LÚDICO NA EDUCAÇÃO INFANTIL


Marcellino (2003), estudando, Huizinga, P. Aires, Marcellino, Mills e outros, não ver consenso entre eles, quanto ao significado do elemento lúdico da cultura nas sociedades urbanas, o que provoca polêmica entre os estudiosos do tema. A base dessa polêmica, segundo seu entendimento, parece estar na valorização unilateral das diversas esferas de atuação humana.
O autor ainda,  não concorda com a visão isolada, quer do trabalho, quer do lazer, tendo em vista suas relações interdependentes, questiona também a possível instauração de uma civilização do lazer, pois acha ser, um exercício futurista e prefere o “aqui e agora”.
Historicamente, a vivência do elemento lúdico da cultura, no lazer, de ser tão antiga quanto à instauração da obrigação entendida como compromisso, seja no profissional, social ou familiar, nas sociedades, humanas. Destaca a manifestação do lúdico nesse universo do poder, ter direito à um tempo para si mesmo, lícito e que se contrapõe e complementa o terreno das “obrigações”.
Assim, observa-se que as crianças precisam se tornar aptas a optarem pelas suas perspectivas de vida. Desta forma,  a vivência do lúdico, deve ser entendida como valorização da cultura da criança, que implica numa proposta de esperança/preparação para um horizonte próximo, que anuncia novos horizontes.
Após a análise do tema apresentando enfatiza-se que o jogo não é uma característica predominante da infância, mas sim um fator básico no desenvolvimento. O vínculo que se estabelece entre o jogo e o desenvolvimento é defendido por Vygotsky como fator fundamental que deve ser levado em consideração, já que é no curso do jogo que a ação se subordina ao significado e, portanto, tudo que interessa à criança e a realidade do jogo em si, porque na vida real a ação domina o significado.
Assim, conclui-se que o papel do pedagogo e do professor é de fundamental importância para a difusão e aplicação de recursos lúdicos. O professor ao se conscientizar das vantagens do lúdico, adequará a determinadas situações de ensino, utilizando-as de acordo com suas necessidades. O educador deve está em constantes ações educativas para uma maior eficácia na prática pedagógica.
A pesquisa possibilitou-nos verificar a distância que existe entre o discurso e a prática concreta em sala de aula. Os respondentes admitiram uma mudança de atitude concreta após terem tido o conhecimento teórico no processo de formação. Vale ressaltar que, se não houver uma continuidade nos estudos, não haverá uma contínua construção do conhecimento.
Essa pesquisa foi de uma representatividade excepcional, não só pelo grande crescimento proporcionado, mas também como quebra de paradigmas, pois, ensinar e aprender podem estar de mãos dadas com o prazer e a satisfação intelectual.
Portanto, se a capacidade simbólica faz parte do aparelho biológico do homem, o jogo é de origem sócio cultural e este ocorre quando a ação está subordinada ao significado. Preparar-se para atuar sobre o simbolismo é o desafio de todos aqueles que atuam sobre o âmbito lúdico, já que a representação de papéis enriquece e alavanca os processos de desenvolvimento e de aprendizagem humana.

domingo, 10 de junho de 2012

0 ARCO IRIS


Seu nome provém da mitologia grega, onde Íris era uma deusa que exercia a função de arauto divino. Em sua tarefa de mensageira, a deusa deixava um rastro multicolorido ao atravessar os céus.[5]
Cristianismo, islamismo e judaísmo dizem que o arco-íris foi intitulado por Deus "arco-da-aliança", pois logo após o Dilúvio quando a Arca de Noé pousou sobre o Monte Ararat Deus prometeu que nunca mais iria inundar a Terra e depois de cada chuva seu arco apareceria nas nuvens e este seria o símbolo da aliança estabelecida entre Deus e toda carne vivente de toda espécie que está sobre a terra e por todas as gerações futuras.
O efeito do arco-íris pode ser observado sempre que existir gotas de água no ar e a luz do sol estiver brilhando acima do observador em uma baixa altitude ou ângulo. O mais espetacular arco-íris aparece quando metade do céu ainda está escuro com nuvens de chuva e o observador está em um local com céu claro. Outro local propício à apreciação do arco-íris é perto de cachoeiras.

Um arco-íris (também chamado arco-celeste, arco-da-aliança, arco-da-chuva, arco-da-velha) é um fenômeno óptico e meteorológico que separa a luz do sol em seu espectro (aproximadamente) contínuo quando o sol brilha sobre gotas de chuva. É um arco multicolorido com overmelho no seu exterior e o violeta em seu interior; a ordem completa é vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil (ou índigo) e violeta. No entanto, a grande maioria das pessoas consegue discernir apenas seis cores, e o próprio Newton viu apenas cinco cores, e adicionou mais duas apenas para fazer analogia com as sete notas musicais.[1][2][3][4] Ver também o artigo sobre as cores para informações sobre o espectro de cores do arco-íris.

O arco-íris é formado quando a luz do sol ( branca) é interrompida por uma gota de água que vem da atmosfera, fazendo com que uma parte da luz do sol seja “jogada” para dentro da gota de água, reproduzida no interior dela, e depois “jogada” novamente para fora da gota. 
Essa luz branca do sol é consequência de uma mistura de cores. Quando a luz passa pela gota de chuva, por exemplo, a refração da luz vai voltar em várias cores, como: violeta, anil, azul, verde, amarelo, laranja e vermelho, que são as cores do arco-íris, por isso que quando se tem chuva e sol, dizemos que irá se formar o arco-íris. 
O arco-íris é considerado uma miragem, ou seja, ele não existe. Sua posição vai depender da posição em que a pessoa que está observando. 

Alguns cientistas afirmam que possa existir outro arco-íris, fora do arco-íris principal. Isso acontece quando acontece uma reflexão dupla da luz solar nas gotas de chuva.
O arco-íris é um fenômeno óptico que se forma em razão da separação das cores que formam a luz solar. Ele pode ser observado sempre que existirem gotículas de água suspensas na atmosfera e a luz solar estiver brilhando acima do observador em baixa altitude ou ângulo, ou seja, ele pode acontecer durante ou após uma chuva. Esse acontecimento ocorre em razão da dispersão da luz. 

Dispersão é o fenômeno que causa a separação de uma onda em vários componentes espectrais. 

A luz do sol é uma onda de luz branca formada por várias cores, quando essa luz incide sobre uma gota de água os raios luminosos penetram nela e são refratados, sofrendo assim a dispersão. O feixe de luz colorido, dentro da gota, é refletido sobre a superfície interna da mesma e sofre novo processo de refratação, motivo que provoca a separação das cores que um observador consegue ver. É evidente que essa dispersão ocorre com todas as gotas de água que estiverem na superfície recebendo a luz proveniente do Sol. 

O arco-íris não existe, trata-se de uma ilusão de óptica cuja visualização depende da posição relativa do observador. É importante salientar que todas as gotas de água refratam e refletem a luz da mesma forma, no entanto, apenas algumas cores resultantes desse processo é que são captadas pelos olhos do observador.
Por Marco Aurélio da Silva
Equipe Brasil Escola

O PROCESSO DE GESTAO E O DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL NA ESCOLA.


O antigo modelo de administração desejava uma hegemonia entre administradores, visando o modelo clássico de administração, assim tudo sairia conforme o planejado, tudo seria igual ao desejado.  Assim como cita Luck,1996, que coloca os dez passos que as administrações clássicas queria para suas escolas entre eles destacam-se:
a.       O ambiente de trabalho e comportamento humano é previsível, podem ser controlados,
b.      Modelos de administração que deram certos não devem ser mudados, não se mexe em time que esta ganhando.
c.       É o administrado quem estabelece as regras do jogo e não os membros da unidade, cabendo a estes apenas implementa-las.
d.      O importante é fazer o Maximo e não fazer melhor e o diferente.
Indo de encontro a esses objetivos da administração clássica, o que se vê hoje são organizações educacionais que querem professores e funcionários constantemente criativos e que atualizem o mundo dinâmico do ambiente escolar.
Cabe a cada um dos funcionários cumprirem a sua função para que o estabelecimento escolar possa funcionar de forma a dar resultados, e assim ser reconhecida, cabe ao diretor abrir espaço para que o professor possa trabalhar, cabe a diretor promover um espaço de qualidade no ensino, e cabe à secretária de acordo com as orientações do diretor, mais o que se vê nos estabelecimentos de ensino é uma dicotomização entre os que fazem parte dessa equipe de trabalho, e como sempre fica para o gestor manter essa interação, e esse processo de construção se da quando todos percebem que fazem parte organização como um todo e não como individual.
À medida que as funcionários percebem que a escola já é um ambiente pronto, passam a se individualizar, não trabalhando no coletivo, fazendo apenas a parte burocrática, a escola começar a ser só mais um local de trabalho, de caráter fechado, não tenho qualidade no seu trabalho, ara isso Senge ( 1992, p.29)  coloca que [...] quando os membros de uma organização concentram-se em sua função, eles não se sentem responsáveis pelos resultados  quando todas as suas funções atuam em conjunto[...] sendo assim, será somente com todos se envolvendo de forma coletiva nas funções um dos outros, para que o trabalho na organização escola r possa realmente ser um trabalho coletivo e possa dar resultados.
Para a educação de sucesso faz-se necessário que possa-se ouvir o navegador Amyr Klink (2000)[...] pense grande e aja no pequeno[...] para essa máxima ser real é necessário que se aja numa visão de conjuntos futuros e que essas promoções possa dar resultado em  e curto alcance e prazo, e para isso é fundamental que os pequenos detalhes possam fazer parte desse crescimento e somente uma boa equipe de trabalho pode agir e atingir esses resultados.
“A função de ‘diretor” escolar esta acompanhada de duas novas funções como a supervisão pedagógica e a orientação educacional, mais nem sempre os três trabalham em conjunto causando um desperdício de energia e  criando uma disputa pelo poder dentro da instituição escolar depreciando o ensino escolar. Como por exemplo alguns se queixam que o supervisor pedagógico retirou o poder do diretor, o diretor colocando a culpa pela falta de apoio a um aluno no orientador educacional  e ao mesmo tempo todos fazendo apenas a sua parte e deixando o todo em prejuízo.sendo que cada ação só faz sentido em articulação com as demais.
A prática individualista existe e prejudica qualquer local de trabalho, e na administração escolar prejudica todo o sistema, seja como andamento da escola como objeto de integração , seja a escola como ambiente escolar, e a gestão escola deve ser considerada como uma gestão autônoma, mais que as decisões devem ser tomadas no coletivo, pois na coletividade, se resume e se constitui a autonomia da gestão escolar. Embora ajam casos em que a comunidade escolar toma decisões, mais visam à coletividade.
A competência de cada gestor escolar deve ser medida nas suas ações, habilidades e conhecimentos, na sua forma de liderança, alem da capacidade de cuidar com agilidade dos problemas urgentes que devem surgir na escola, alem dessas combinações necessárias, o gestor escola deve ter ainda uma visão ampla na área administrativa, conhecendo a política e legislação educacional, controle de orçamento, deve ter um conhecimento na área de relacionamento interpessoal como a relacionamento e comunicação interpessoal, comunicação eficaz, negociar e resolver conflitos alem de conhecer a área pedagógica, agindo com compreensão dentro dos fundamentos e bases da ação educacional, mobilizar equipes escolares para promoção dos obejtivos educacionais da escola. E não só o gestor como o professor, deve ter também habilidades para que o a gestão escolar possa ter sucesso, entre elas conhecer objetivos, processos e conteúdos curricular, perspectivas interdisciplinares, processos de aprendizagens, técnicas de avaliação da aprendizagem,, criar ambiente de aprendizagem construtivo, motivar os alunos e mobilizar a sua atenção, trabalhar em equipe, compreender a e escutar o ponto de vista de colegas e dos pais de alunos.
Essas escolhas afetam a o sistema educacional no Brasil, por que a indicação tem sido por motivos políticos e familiares e não por sua competência, embora essa prática já esteja sendo superada colocando-se nas escolas cada vez mais pessoas competentes e profissionais. Alguns estados no Brasil já fazem a seleção dos gestores escolares por meio da eleição direta, onde os que mais se destacam, são indicados ou por si mesmo se candidatam, embora tendo muitas vantagens, esse tipo de eleição pode as vezes dividir a comunidade escolar, por existir vários candidatos, alem de fracionar os educadores e outros funcionários da escola, e mesmo assim, é necessário que nesse processo possa existir representantes dos professores, gestores, pais e alunos.
Percebe-se que existe um grande números de formações para professores, mais são poucos os que trabalham diretamente na formação do gestor escolar, pois geralmente os gestores são escolhidos pelos professores, assumindo varias funções e não tem capacitações ou qualificações para exercer essa funções, o que se espera que os gestores possam sair da qualidade de “administrador” que tem suas funções autocráticas de tomar decisões, para o solucionador sistemático de problemas, que identifica o problema como desafio e toma decisões de forma variada e agir rapidamente implementa-las. Uma das formações para gestores desenvolvida pelo Consed (Conselho Nacional de Secretários de Educação) visam desenvolver competências para o exercício de gestores escolares e para isso adotam cinco elementos-chave para essa abordagem de desenvolvimento pessoal, que são:
a.       Consultar o pessoal sobre o que consideram necessário, para promover seu próprio crescimento e aprimorar seu desempenho. Que deve ser realizada de varias formas, gerando melhorias nas escolas.
b.      Retribuir ou reconhecer o tempo dedicado à participação em atividades de desenvolvimento de pessoal. Onde os profissionais devem ser reconhecidos se não financeiramente, mais pelo seu esforço e mérito.
c.        Utilizar os quatro princípios de programação de capacitação eficazes. Que são conceitos, estratégias, ideias e técnica relacionadas as ações tratadas, planejar e aplicar o os conceitos, dar tempo para o participantes aplicarem conceitos, dar feedback ao participantes. Mais é preciso que se tenha um acompanhamento após a capacitação para que realmente seja eficaz esse treinamento.
Para identificar os resultados tanto de gestores como dos professores, é preciso que exista uma avaliação, o que deixa muitos gestores preocupados, pois fatos negativos podem aparecer, embora esse método esteja sendo superado, mais ainda está em muitas instituições escolares. Esses tais processos são  caracterizado em quatro aspectos.
a.       Compatibilidade de metas e objetivos específicos.
b.      Liderança e organização
c.       Capacitados estão desempenhando seu papel.
d.      Compartilhamento dos objetivos e processos de avaliação entre gestores e servidores.
Embora esse processo de avaliação seja rígida, esta sempre aberta a novas dinâmicas, e é fundamental para a melhoria do ensino, ensina os novos professores na sala de aula e assim como melhora o os professores mais antigos, e para esse sucesso é preciso do apoio da liderança da escola, dando suporte na aplicação dos recursos organizados.
A última característica de avaliação é a uma das mais importantes, que é a compreensão compartilhada entre gestores, professores e funcionários, pois nele se resolvem mal-entendidos, esclarece-se duvidas se cria acordos, a esse processo se atribui algumas características, dentre elas:
- processo de avaliação de metas e objetivos de desenvolvimento escolar.
- capacitação de participantes no processo.
- manutenção de relacionamentos interpessoais favoráveis e abertos.
Para que a gestão possa existir e realmente cumprir sue papel de gestora é preciso que todos dentro da escola possam esta seguindo numa mesma estrada, numa mesma direção, sem competição para saber quem manda mais ou quem vai esta na frente de cada problema e poder resolver melhor as situações, ou passar por cima das ordens uns dos outros.

Sexualidade infantil - 1 a 2 anos
Procurarei colocar para vocês alguns pontos importantes sobre sexualidade infantil, baseando-me em minha prática clínica no consultório e com grupos de mães, onde sempre aparecem dificuldades nesta área, seja através de pais aflitos com seus filhos ou mesmo de adultos que trazem algumas questões de ordem sexual que se originaram na infância e adolescência.
Já faz quase um século que Freud descreveu a sexualidade infantil, escandalizando a sociedade daquela época. Desde então, muito se estudou e falou sobre este assunto e, mais recentemente, com a inclusão da educação sexual nas escolas, os pais estão se dando conta de que as antigas fórmulas de "se livrar" do problema já não funcionam mais.
As crianças sofrem cada vez mais a influência da TV, de amigos, de parentes, de babás e empregadas, muitas vezes recebendo noções erradas e prejudiciais. Se nós, os pais, conseguirmos manter um canal aberto com nossos filhos, poderemos discutir e intervir no que não nos parecer correto.
Freqüentemente temos dúvidas sobre o que responder e até onde responder às perguntas de nossos filhos. Queremos que nossos filhos sejam mais bem preparados do que fomos, e que vivam sua sexualidade de forma mais consciente, mas não sabemos como fazê-lo. É importante, primeiro, que nos remetamos às nossas próprias dúvidas a este respeito quando éramos crianças e a como teríamos gostado que tivesse sido nossa orientação. Desta forma fica mais fácil entender a curiosidade de nossos filhos.
A sexualidade é uma coisa natural nos seres humanos, é uma função como tantas outras. Freqüentemente estimulamos a evolução de nossos filhos em vários aspectos (comer sozinhos, andar, ler...), mas com a sexualidade somos cuidadosos e até mesmo preconceituosos. A criança fica com a sensação de que faltam pedaços em seu corpo - elogiamos olhos, perninhas, cabelos e outros, mas não falamos em seus órgãos sexuais.
Educação sexual é um processo de vida inteira: teremos tempo de melhorar o que não conseguirmos explicar da forma como gostaríamos. Não é fácil para pais que não foram educados desta forma em sua infância, mas o importante é tentar melhorar a educação que possam oferecer a seus filhos. É bom saber que, assumindo ou não a tarefa de orientá-los, conversando ou não, estaremos dando educação sexual. Dependendo da atitude dos pais, as crianças aprendem se sexo é bonito ou feio, certo ou errado, conversável ou não.
Há até bem pouco tempo, dizia-se às crianças que elas teriam vindo trazidas pela cegonha, ou que haviam sido compradas no hospital, ou ainda que teriam brotado de uma flor, etc. Hoje, sabemos que não há necessidade de mentir às crianças, mesmo porque elas são muito mais espertas, recebem informações de várias fontes, e, portanto, estas "mentirinhas bobas" só servirão para nos desacreditar ante os nossos filhos. Não pode ser considerado feio falar de algo que é natural. O melhor a fazer é falar a verdade, introduzindo neste momento palavras científicas ( pênis, vagina) para que possamos mostrar a seriedade do assunto, evitando assim gozações, malícia, palavras de duplo sentido.
Inicialmente, as dúvidas das crianças dizem respeito às diferenças anatômicas entre os sexos e ao nascimento propriamente dito. Elas fazem suas próprias teorias sexuais, hipóteses acerca de como os bebês vão parar nas barrigas de suas mães. Aos poucos, estas teorias vão sendo questionadas e surgem então as dúvidas a respeito de como são produzidos, enfim, os bebês.
As respostas devem ser simples e claras, não havendo necessidade de responder além do que lhe for perguntado. Dar respostas insuficientes faz com que a criança pergunte mais e mais ou, ainda, que vá procurar as respostas em outras fontes nem sempre confiáveis; por outro lado, dar respostas extensas demais, do tipo "aula completa", também não é indicado, é preciso buscar respostas de acordo com o que a criança for solicitando. É importante ficar claro o que exatamente ela gostaria de saber, para que a medida da resposta seja suficiente. A própria criança dará os sinais do momento mais adequado de saber cada coisa.
Alguns de vocês podem estar se perguntando: "Será que tanta informação não acabará por estimular na direção errada?", ou então pensar: "Eu não recebi educação sexual alguma e estou muito bem". Contrariando preconceitos, pesquisas mostram que crianças esclarecidas tendem a ser mais responsáveis e a adiar o início de sua vida sexual (até porque sua curiosidade foi devidamente saciada) até que amadureçam, possam fazer uso de anticoncepcionais e escolher o parceiro certo.
As outras vantagens de conversar com os filhos sobre sexo desde as primeiras dúvidas são: aumentar a intimidade e a afetividade entre si; abrir caminhos para que se possa conversar sobre tudo; informar corretamente, reduzindo as fantasias e a ansiedade delas decorrente; e, por fim, prevenir futura gravidez indesejável e contaminações por doenças sexualmente transmissíveis, como a sífilis e a AIDS, entre outras.
Muito importante será nossa atitude ao responder às perguntas: o tom de voz, a segurança nas informações, o fato de estarmos ou não à vontade, tudo isto é captado pela criança também sob a forma de informação.
Há ainda a freqüente dúvida sobre quem deve falar com a criança. O ideal será sempre que o casal possa fazer isto junto, pois oferecerão visões diferentes e enriquecedoras, mas dependerá da identificação que a criança tiver com os pais ou com um deles em especial naquela fase da vida, ou, ainda, do temperamento de cada um. Pode ser mais fácil para um dos dois tocar neste assunto, evitando o "jogo do empurra". Ajudará muito o casal discutir claramente entre si antes de conversar com a criança.
É possível que vocês se perguntem: "Que palavras usar?". Não é necessário ser especialista, mas acessível. À criança de menos de cinco anos, é preciso ser mais claro e preciso, já as maiores podem compreender uma informação mais elaborada. Não é preciso ser especialista para dar uma informação suficientemente boa. O fato é que estaremos no caminho certo se nossos filhos pensarem: "Vou perguntar a mamãe e papai que eles sempre me respondem". Se por acaso não puderem responder no momento, esclareçam qual é a dúvida e digam que responderão assim que puderem. Não finjam que "esqueceram" de responder. Se sentirem vergonha, digam. Pais humanos permitem uma maior identificação e autoconfiança.
O abuso sexual é um assunto que geralmente gera desconforto, mas é fundamental que seja abordado nos dias de hoje, em que vemos os mais assustadores casos de perversão. O abuso geralmente é cometido por adulto pervertido ou criança mais velha que tenha sido abusada sexualmente. Para proteger nossos filhos, é preciso transmitir a eles a noção de que sexo não é feito entre criança e adulto ou criança mais velha, mas entre adulto e adulto, e que o amor melhora tudo porque torna mais completo. Segundo pesquisas, há alguns sinais mais claros de que houve abuso sexual com uma criança, que são a hiperexcitação, os pedidos à mãe para que brinque com seu órgão genital ou ao irmão ou coleguinha que coloque a boca em seu pênis / vagina , apatia generalizada, somados a sinais de medo. No caso de perceber que a criança apresenta medo, é preciso garantir-lhe proteção e não castigo. É preciso incluir sempre o amor ao passar estas informações às crianças. Às vezes ficamos tímidos em demonstrar intimidade em casa, diante de nossos filhos, e acabamos sem perceber por desvincular a noção de amor da de sexo, o que, em tempos de revistas, programas e outros apelos sexuais cada vez mais em evidência e à mão, acaba por contribuir para a banalização do sexo. Aos poucos, vai se tornando possível esclarecer que pode haver vida sexual sem gerar filhos.
Dormir na cama dos pais é absolutamente contra-indicado; é necessário firmeza neste sentido. A cama dos pais pode ser o lugar perfeito para gostosas brincadeiras antes de dormir, ou ainda quando a família acorda pela manhã, mas não é recomendável que o filho tome o lugar de um dos pais ausente à cama, pois erotiza a criança de forma inadequada: elas fazem fantasias que não são benéficas ao desenvolvimento emocional. É preciso também dar a noção de privacidade aos filhos. Se a criança alegar medo, é preferível que um dos pais vá até a cama dela e a tranqüilize, voltando à sua cama em seguida.
Sobre a nudez dos pais na frente da criança, o importante é buscar proceder da maneira mais espontânea possível, permitindo à criança a percepção das diferenças entre os sexos. É preciso usar o bom senso e a honestidade. A curiosidade diminuirá com o tempo, a partir dos seis ou sete anos a criança começará a ter pudor. O fundamental é ficar claro que a naturalidade permite uma visão saudável da sexualidade.
O desenvolvimento da sexualidade humana começa com o contato físico, quando os bebês são segurados e acariciados. Os órgãos do sentido tem íntima relação com o centro sexual do cérebro e por isto a sucção ou o contato da pele provocam excitação nas crianças. Isto é necessário e natural que aconteça; não se deve privar o bebê de contatos corporais, o que não prejudicará nem tampouco estimulará inadequadamente a criança. A auto-exploração ou masturbação é outra experiência fundamental para a sexualidade saudável. A criança cedo aprende a brincar e a tirar prazer de seu próprio corpo, e isto faz parte de seu desenvolvimento tanto quanto engatinhar, andar ou falar. A experiência da auto-exploração só trará prejuízos se for punida ou se a criança sentir-se culpada por esta atividade natural. Cabe aos pais ignorar ou manifestar compreender o prazer que ela tira daquela experiência. Esta é apenas mais uma fase, e como tal tende a dar lugar a outras. Se a criança fizer isto na sua frente ou na de outras pessoas e você ache inadequado, diga que entende ser gostoso, mas que aquele não é o local certo, ensinando-lhe a noção de privacidade. É preciso ficar atento se a criança se masturba em público ou excessivamente. Ela pode estar se utilizando deste recurso para chamar a atenção dos pais para algum problema, que pode não ter nenhuma conotação sexual. Caso não consigam compreender sozinhos, peçam a ajuda de um profissional.
Aquela antiga história de separar meninos e meninas em grupos diferentes no que se refere à sexualidade, estereotipando os papéis, também traz sérias implicações. Como se não bastasse o fato de negar o igual direito ao prazer no futuro sexual, é preciso saber que meninas passivas, educadas para a submissão, se tornam presas fáceis de abusadores sexuais; por sua vez, os meninos precisam ter espaço para demonstrar suas emoções, o que os prepara para ser pais afetivos.
Os jogos sexuais infantis têm para a criança um sentido diferente daquele dado pelo adulto, e jamais deve acontecer com crianças de idades diferentes, para que não haja coerção.
O aprendizado de palavrões é um fato comum entre as crianças a partir de quatro ou cinco anos. Em geral, repetem o que percebem ser proibido, embora não tenham a mínima idéia de seu significado. Em geral, esclarecer seu significado ajuda a criança a deixá-lo de lado e, mais uma vez, a aproxima de seus pais com quem poderão sempre contar para esclarecer suas dúvidas. Ensinar a criança que não é preciso imitar comportamentos inadequados desde pequena é extremamente importante, até para que futuramente ela não se sinta tentada, por coerção de grupos, a mostrar comportamentos que não sejam de sua livre e espontânea vontade, como fazer uso de cigarros, drogas e outros.
Os meios de comunicação, que nos bombardeiam com programas de baixa qualidade, músicas erotizantes e danças de igual quilate, são hoje um grande impasse na educação de nossos filhos. Como evitar que a criança seja vítima desta superexposição inadequada do sexo e que assim se sexualize precocemente? O mais importante, atualmente, é que os pais tenham claro o tipo de orientação que desejam para seus filhos, e que lhes ofereçam outras opções de entretenimento. Buscar programas interessantes que estejam de acordo com a sua faixa etária, comprar discos infantis e roupas que estejam de acordo com sua idade são medidas que, se não evitam de todo, uma vez que a criança vive entre outras, ajudam a formar uma educação sexual mais adequada, garantindo-lhes no mínimo maior proteção. É preciso ainda que os pais fiquem atentos às mensagens contraditórias: estimular excessivamente as crianças no sentido do amadurecimento precoce, "queimando etapas", pode ser perigoso, pois elas podem perder o interesse por brincadeiras infantis, passando a imitar comportamentos adequados a "mocinhas e rapazinhos", o que inclui invariavelmente seus aspectos sexuais.
Ao final desta exposição, talvez vocês percebam que poderiam ter feito melhor pela educação sexual de seus filhos, ou evitado algumas bobagens. Não devemos nos culpar por isto. Não nascemos sabendo e somos frutos da educação que tivemos. Assim como nossos pais, certamente fazemos o melhor que somos capazes, e será muito bom que possamos ter a oportunidade de repensar algumas situações e atitudes.
Fernanda Roche